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Recorde mensal histórico

Março de 2021 foi um mês inédito para a exportação brasileira, segundo dados divulgados no dia 01 de maio pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações nacionais somaram US$ 29,09 bilhões, um recorde mensal histórico. O valor ultrapassou em mais de um bilhão o recorde anterior, referente a junho de 2021, com US$ 28,3 bilhões.

De acordo com Brandão, subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, o marco ocorreu devido ao aumento de 1,8% no volume, mas principalmente pela alta de 17,2% nos preços dos produtos vendidos pelo Brasil.  As importações também aumentaram 27,1% em março, alcançando US$ 21,71 bilhões. A balança comercial, por sua vez, fechou em superávit de US$ 7,38 bilhões.

Os setores responsáveis pelo crescimento dos números foram, principalmente, o da Agropecuária e o da Indústria de Transformação que somaram, juntos, mais de US$ 22 bilhões. Brandão pontuou “Destaca-se o grande aumento dos preços dos produtos agropecuários, de 33,4%, e da Indústria de Transformação, de 19,3%, que fez com que o total crescesse 17,2%”.

A Secex apontou para cima as projeções do comércio exterior brasileiro deste ano, a estimativa é de que as exportações atinjam US$ 348,8 bilhões, contra US$ 237,2 bilhões de importações.

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Cacau no mercado internacional

Chocolate é paixão mundial e o Brasil, também consumidor assíduo do doce, principalmente durante a época da Páscoa, é um dos principais produtores e exportadores de sua matéria-prima, o cacau. Em 2021, nosso país ocupou o 7° lugar no ranking de maiores produtores, sendo a Bahia, o principal estado brasileiro produtor, seguido do Pará e São Paulo. Já os países que mais importaram a produção nacional foram Países Baixos (Holanda), França, Suíça, Bélgica, Japão, Argentina e Estados Unidos. 

Em consonância, o setor de chocolates, produto final, fechou o ano de 2020 com um volume de produção de 757 mil toneladas e faturamento equivalente a R$ 11 bilhões no Brasil, as exportações desse ano totalizaram 29,6 mil toneladas e correspondem a um valor de US$ 100,6 milhões. Nosso país exporta, hoje, chocolates para 145 países, sendo os principais destinos: Argentina, Paraguai e Uruguai.

Atualmente, o processo de produção do cacau para exportação é a granel, que possui baixo valor agregado e ocorre nas seguintes etapas: plantio, colheita, fermentação, secagem, armazenamento, limpeza e torragem. Mas em 2019, o Brasil foi reconhecido oficialmente como país exportador de cacau 100% fino e de aroma (que possui alto valor agregado) pela Organização Internacional do Cacau (ICCO). Além disso, nosso país conta com capacidade para expandir ainda mais a produção e exportação do fruto.

A indústria cacaueira é de grande importância para a economia, já que movimenta milhões de dólares em toda sua cadeia produtiva, assim como gera emprego, renda, atrai investimentos estrangeiros e, por consequência, reduz a pobreza das regiões produtoras. Além disso, o Brasil está entre os cinco países que lideram o volume de vendas de chocolate no varejo.

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Desburocratização do Comércio Exterior

O Brasil conta com um excesso de órgãos anuentes e etapas burocráticas, nem sempre muito claras a serem cumpridas, extenso em processos de importação e exportação. Tratam-se de medidas protetivas tarifárias (como a cobrança de impostos) ou não (quota de importação) e diversos procedimentos obrigatórios. Assim, as operações tornam-se muito menos eficientes e a participação brasileira no mercado exterior é prejudicada.

O governo vem investindo em algumas medidas a fim de simplificar e reduzir os custos do comércio exterior, aumentar a competitividade e facilitar a internacionalização de empresas, para desenvolver e gerar empregos no território brasileiro.

As medidas mais recentes são

-Implementação do novo processo de importação e exportação através do Portal Único Siscomex;
– Redução da alíquota do AFRMM de 25% para 8%;
– Redução da alíquota do imposto de importação de alimentos, etanol, bens de informática e itens de combate à pandemia;
– Certificado de origem digital para alguns países.

Dessa forma, o cotidiano dos profissionais da área sofreu benefícios, principalmente em relação ao tempo e custo de operações, e o comércio brasileiro tornou-se mais atrativo para outros países.



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ExMais em Dubai

Em Dubai, a ExMais participou da maior e mais antiga feira de exposição mundial, na qual o Brasil teve a oportunidade de se reposicionar, de maneira ainda mais forte, no mercado após a pandemia, mostrando ao mundo que somos referência mundial em desenvolvimento sustentável e o valor de nossa diversidade.

Nosso país participa do evento desde a época do Império e nessa edição definimos como principais objetivos aumentar o turismo, promover a inovação e sustentabilidade, diversificar mercados internacionais, apoiar a educação internacional e atrair investimentos estrangeiros.

A Expo 2020 que foi realizada em Dubai de primeiro de outubro de 2021 à 31 de março de 2022, e conta com pavilhões de 192 países, sendo possível a interação com a tecnologia, comida e objetos como souvenirs de cada um dos países, sendo possível a comercialização dos mesmos.

A ExMais, por sua vez, viajou até o evento e abraçou todo o conhecimento disponibilizado, participando de visitas técnicas em lojas físicas, treinamento técnico sobre o mercado de Emirado e Dubai, da rodada de negócios e, claro, do stand brasileiro e uma visita guiada. Estamos prontos para dividir com vocês toda essa bagagem e aprimorar nosso trabalho.

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ABIMAD, Feira Internacional de Alta Decoração

A Feira ABIMAD teve sua primeira edição realizada em fevereiro de 2004 e hoje é a principal feira de Alta Decoração da América Latina e a única do setor focada em negócios, com duas edições anuais no Brasil, traz o melhor do design brasileiro e as principais tendências. O evento é direcionado apenas para lojistas de móveis e decoração, arquitetos, decoradores e designers.

A 33° edição, realizada em fevereiro desse ano contou com cerca de 120 expositores em uma área de 50 mil m², em São Paulo (SP), baseada nos pilares “Ressignificar, Comunicar, Inspirar e Revelar”.

O evento apresentou tendências que prometem alavancar durante esse ano, como texturas, cores neutras e formatos diferenciados. Essa edição foi a primeira realizada desde o início da pandemia e apesar da redução do público, manteve os bons resultados.

Dentro da ABIMAD também ocorreu as Rodadas de Negócios Internacionais promovida pela Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário) em parceria com a Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

Participaram as empresas de móveis expositoras e também as empresas que não tiveram a oportunidade de estar presente. Para as empresas com stands, foi possível receber o comprador internacional dentro de seu stand, tendo possibilidade de expor e apresentar seus produtos.
As empresas sem stand, usufruíram de um espaço montado dentro do evento com mesas e cadeiras possibilitando o networking.

A feira é uma das ferramentas de internacionalização das empresas, na qual é possível construir uma marca forte frente aos clientes, fazer networking, capitar informações direta dos compradores sobre seu produto e o principal, fechar negócios.

Segundo a Abimad a feira “Recebeu 16 mil visitantes que acompanharam o lançamento de mais de 2 mil produtos, entre mobiliários, objetos e acessórios e gerou um volume de R$ 1 bilhão em negócios” E por meio do projeto Abimad export promoveu a rodada de negócios “com a participação de 51 compradores internacionais de 18 países e que apresentou um crescimento de 14% em relação à última edição da feira”.

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Recordes de exportação no agronegócio.

Impulsionado pelas vendas internacionais e com destaque para os segmentos de proteína animal, de frutas e de algodão, o agronegócio fechou 2021 com aumento de 18,4% e indústria alimentícia com alta de 16,8% no faturamento das exportações. Além disso, alguns setores bateram recorde em volume exportado, como ovos que elevaram em 81,5% seus números.

O crescimento é resultado das condições externas econômicas e do desenvolvimento agronegócio brasileiro. A sustentabilidade nacional reconhecida em todo o mundo também colaborou para isso, ações de divulgação foram feitas para garantir a credibilidade da qualidade de nossos produtos.

Na pecuária, o Brasil manteve seu posto de maior exportador de carne de frango no mundo e quebrou seu próprio recorde ao exportar 4,6 milhões de toneladas, e a expectativa é de que em 2022 a exportação de carne bovina faturar a marca histórica de US$ 10 bilhões.

O setor de frutas também registrou aumentos expressivos, intensificados pela busca por alimentos saudáveis durantes a pandemia, e diferentes das outras áreas, a fruticultura do nosso país é fomentada, principalmente, por médios e pequenos produtores. O algodão também se mostrou expansão e carrega e um dado significativo, em 1997, o Brasil era o segundo maior importador mundial de algodão e hoje, a cotonicultura brasileira possui a maior produtividade mundial de algodão não-irrigado.

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Mais café.

Em 2021, a exportação brasileira de café para o bloco árabe foi de 1,6 milhão de sacas de 60Kg, a receita foi equivalente a US$ 209,8 milhões, o que representa uma queda de 25,1%.

Alguns meses tiveram saldos positivos, porém o segmento também sofreu com a baixa no volume exportado para outros blocos, como a Europa e a América do Norte.

O valor total embarcado pelo Brasil sofreu uma redução de 9,7% em volume, com 40,4 milhões de sacas de café vendidas ao exterior em 2021. No entanto, a receita cambial cresceu 10,3% na comparação com 2020 e chegou a US$ 6,2 bilhões.

O motivo da queda em volume, porém, não ocorreu devido à falta de mercado, mas por conta da redução da safra de café, que possui um ciclo bienal, e das condições climáticas do país.

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Incoterms

Uma das ferramentas de segurança nas transações de comércio internacional, os Incoterms ou Termos Internacionais de Comércio são cláusulas contratuais aplicadas nas transações de compra e venda internacional. São responsáveis por definir até onde vai a responsabilidade do exportador e onde começa a responsabilidade do importador. Assim, cada empresa sabe sua responsabilidade e os riscos envolvidos no processo.

São eles:

EXW — Ex Works — Na Origem (local de entrega nomeado);

FCA — Free Carrier — Livre No Transportador (local de entrega nomeado);

FAS — Free Alongside Ship — Livre Ao Lado Do Navio (porto de embarque nomeado);

FOB — Free On Board — Livre A Bordo (porto de embarque nomeado);

CPT — Carriage Paid To — Transporte Pago Até (local de destino nomeado);

CIB — Carriage And Insurance Paid To — Transporte E Seguro Pagos Até (local de destino nomeado);

CFR — Cost And Freight — Custo E Frete (porto de destino nomeado);

CIF — Cost Insurance And Freight — Custo, Seguro E Frete (porto de destino nomeado);

DAP — Delivered At Place — Entregue No Local (local de destino nomeado);

DPU — Delivered At Place Unloaded — Entregue No Local Desembarcado (Local de destino nomeado); e

DDP — Delivered Duty Paid — Entregue Com Direitos Pagos (local de destino nomeado).

Os Incoterms mais utilizados são:

EWX – Todas as despesas e riscos cabem ao comprador, desde a retirada no local designado até o destino final; são mínimas as obrigações e responsabilidade do vendedor, que se limita a colocar o produto à disposição.

CIF – Todas despesas, inclusive seguro marítimo e frete, até a chegada da mercadoria no porto de destino designado correm por conta do vendedor; todos os riscos, a partir do momento que transpõe a amurada do navio, no porto de embarque, são de responsabilidade do comprador. Deverá ser utilizado o termo CIP para os casos de transporte rodoviário, ferroviário ou aéreo.

FOB – O vendedor, sob sua conta e risco, deve colocar a mercadoria a bordo do navio indicado pelo comprador, no porto de embarque designado. Compete ao vendedor atender as formalidades de exportação. A utilização da cláusula FCA será empregada, no caso de utilizar o transporte rodoviário, ferroviário ou aéreo.

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Nota Fiscal de Importação, principais dúvidas.

A pergunta mais importante e que costuma surgir primeiro é: O que é uma Nota Fiscal de Importação?

A Nota de Importação (ou Nota Fiscal de Entrada de Importação) é o documento fiscal que formaliza o processo de entrada de mercadorias dentro do território nacional. Sua emissão é feita pela empresa que importou o produto do exterior, após o desembaraço aduaneiro da Declaração de Importação (DI) ou Declaração Única de Importação (Duimp). A única obrigação em relação à exportadora, é realizar os pagamentos dos valores acordados dentro da data prevista no contrato.

Tendo em vista isso, quais informações devem constar?

A DI deve conter todos os dados sobre a mercadoria importada, conforme a legislação, e trazendo obrigatoriamente a identificação do importador e os seguintes dados sobre a mercadoria: identificação, classificação, valor aduaneiro e origem. Também deve conter os valores referentes ao valor total das mercadorias (VMLD) e ao valor total da nota fiscal (valor das mercadorias, acrescidos de impostos e taxas referentes ao processo de importação), geralmente o valor total da nota fiscal coincide com o valor da base de cálculo do ICMS na importação.

E a respeito de taxas, Pis e Cofins de importação podem ser recuperados por empresas?

Importadores podem requerer a restituição ou a compensação de valores de PIS e da COFINS importação. Porém, a restituição não será automática, cada caso é analisado em todas as suas especificidades.

A Nota Fiscal de Importação é um documento importante e pode ser elaborado com o suporte de um profissional, mas o que ocorre se não houver a emissão?

A não emissão da nf-e de importação representa sonegação fiscal, considerado crime, com sérias consequências penais.

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MSC Brasil realiza interrupção em atividade no Brasil

A MSC Brasil, maior empresa de operação de contêineres do mundo, decidiu interromper por tempo indeterminado suas atividades no Brasil. A deliberação foi tomada em razão da ação de traficantes que, constantemente, utilizam o sistema de transporte da empresa para esconder e enviar para o continente europeu e africano, toneladas de cocaína.

A interceptação dos transportes para a atividade legal, segundo a corporação, vem vitimando a empresa, clientes e parceiros e, assim, tornando-se uma possível ameaça às suas atividades.

O porto de Santos, no litoral paulistano, é o maior do país e responsável por 34% da balança comercial brasileira, por lá passam mais de 150 milhões de toneladas de produtos por ano. Através dessa movimentação, o tráfico coloca em exercício suas rotas.

Após a descoberta de 200 quilos de drogas em um porto no Iêmen, durante o final do ano passado, a medida foi efetuada. Em julho de 2019, a empresa já havia sido afetada por esse transtorno, um navio que seguia em direção à Holanda, foi interceptado nos EUA após autoridades apreenderam 200 toneladas de cocaína escondidas na embarcação, e em consequência a MSC foi submetida à multa de US$ 50 milhões para que o navio fosse liberado durante as investigações.

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