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O que os importadores realmente avaliam antes de fechar contrato com fornecedores de alimentos?

Muitas empresas acreditam que exportar é apenas uma questão de ter um bom produto e um preço competitivo. Esses fatores são importantes, mas estão longe de ser os únicos e, em muitos casos, não são nem os mais decisivos.

Na prática, importadores internacionais avaliam um conjunto de critérios muito mais amplo antes de fechar contrato com um fornecedor de alimentos. Entender esses critérios é essencial para quem quer entrar (ou crescer) no mercado internacional de forma consistente e sustentável.

1. Confiabilidade e constância de fornecimento

Importadores não buscam apenas bons negócios pontuais. Eles querem parceiros confiáveis.

Isso significa avaliar:

  • Capacidade de produção contínua
  • Cumprimento de prazos
  • Histórico de entregas
  • Estabilidade operacional

Um fornecedor que não consegue garantir regularidade, representa risco para toda a cadeia do comprador.

2. Documentação e conformidade regulatória

Mesmo um produto excelente pode ser descartado se a empresa não estiver 100% em conformidade com as exigências do país de destino.

Os importadores analisam:

  • Certificações exigidas (HACCP, ISO, FSSC, entre outras)
  • Rótulos adequados à legislação local
  • Registros sanitários e fitossanitários
  • Organização documental e rastreabilidade

Aqui, organização e preparo pesam tanto quanto qualidade.

3. Rastreabilidade e transparência

Cada vez mais, compradores internacionais querem saber:

  • De onde vem a matéria-prima
  • Como o produto foi processado
  • Quais práticas ambientais e sociais estão envolvidas

Empresas que conseguem provar suas informações saem na frente em negociações, especialmente em mercados como Europa e América do Norte.

4. Comunicação e postura comercial

A forma como a empresa se apresenta importa e muito.

Importadores observam:

  • Clareza e agilidade na comunicação
  • Capacidade de responder dúvidas técnicas e comerciais
  • Organização de propostas e materiais
  • Postura profissional e visão de longo prazo

Negociação internacional é, antes de tudo, construção de relacionamento.

5. Preço: importante, mas não sozinho

Preço competitivo é relevante, mas raramente é o único fator decisivo.

Muitos importadores preferem pagar um pouco mais por:

  • Menor risco
  • Maior previsibilidade
  • Melhor suporte
  • Menos problemas operacionais

No comércio internacional, segurança e estabilidade valem dinheiro.

Como sua empresa pode se preparar melhor

Antes de buscar compradores no exterior, é fundamental:

  • Organizar processos e documentação
  • Garantir consistência operacional
  • Estruturar comunicação e materiais comerciais
  • Entender exigências do mercado-alvo
  • Tratar exportação como estratégia, não como oportunidade pontual

Exportar é muito mais do que vender. É construir confiança internacional.

Fale com a ExMais e descubra como preparar sua empresa para o mercado global.

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Food Service em 2026: tendências e oportunidades para quem quer exportar ingredientes e alimentos

O setor de alimentação fora do lar (food service) está passando por mudanças profundas em 2026. Novos hábitos de consumo, maior atenção à saúde, transformação digital e a busca por experiências diferenciadas estão remodelando o mercado global com impactos importantes para quem produz e exporta alimentos e ingredientes.

Neste artigo, reunimos as tendências mais relevantes que estão moldando o food service em 2026 e que representam oportunidades reais para empresas brasileiras que planejam conquistar mercados internacionais.

1. Consumidor busca mais saúde, bem-estar e propósito

Com consumidores mais conscientes sobre saúde e bem-estar, há uma forte demanda por:

  • cardápios com equilíbrio nutricional e diversidade dietética;
  • opções mais saudáveis e menos processadas;
  • alimentos que combinam sabor com benefícios funcionais.

Esse movimento impulsiona a busca por ingredientes naturais, fontes de fibras, proteínas alternativas e combinações que vão além da simples saciedade, aglomerando alimentos vegetais, grãos integrais e opções personalizadas conforme necessidades nutricionais.

Para exportadores brasileiros: esse é um convite para destacar nos mercados externos ingredientes com apelo de saúde e bem-estar — como fibras naturais, polpas de frutas tropicais e proteínas vegetais.

2. Menus com experiências e sabor local ganham destaque

Apesar dos custos crescentes, consumidores ainda valorizam a experiência de comer fora, preferindo pratos que:

  • tragam sensações diferentes;
  • remetam à cultura ou autenticidade regional;
  • unam conforto e novidade.

Nos principais mercados, menus com sabores globais e ingredientes autênticos (por exemplo, combinações Étnicas, fermentações criativas ou fusões de culinárias) estão em alta.

Para exportadores: ingredientes brasileiros com identidade forte, como temperos, bebidas típicas ou frutas regionais, podem se posicionar como diferenciais de sabor no cardápio internacional.

3. Sustentabilidade e redução de desperdício como padrão

A sustentabilidade não é mais um diferencial: tornou-se uma expectativa do consumidor e exigência de mercado. Isso se traduz em práticas como:

  • redução de desperdício em cozinhas e cadeias;
  • aproveitamento total de insumos;
  • uso de embalagens sustentáveis e comunicação clara sobre impacto ambiental.

Essa evolução cria demanda por ingredientes e insumos que comprovem baixo impacto ambiental, abrindo espaço para produtores com certificações e práticas sustentáveis documentadas.

4. Digitalização e eficiência operacional são essenciais

A transformação digital chegou com força ao food service:

  • aplicativos de gestão;
  • integração com plataformas de delivery;
  • análise de dados para previsão de demanda e custos;
  • uso de tecnologia para controle de estoque e qualidade.

Importadores e parceiros internacionais buscam fornecedores capazes de operar com transparência, segurança de dados e rastreabilidade — atributos que asseguram confiança na cadeia de suprimentos.

Para quem exporta: adequar processos e tecnologia não é luxo, é requisito para competir globalmente.

5. Redução na frequência de refeições fora, mas com mais valor

Em vários mercados, como nos EUA e no Brasil, consumidores estão reduzindo a frequência de refeições fora de casa por conta de preços altos — mas quando saem, querem mais valor e experiência.

Isso abre espaço para produtos e ingredientes que ajudem restaurantes a agregarem valor, seja por sabor diferenciado, sustentabilidade, funcionalidade ou benefícios nutricionais.


6. Turismo gastronômico como facilitador de exportação

O crescimento do turismo gastronômico movimenta o food service em destinos turísticos importantes e cria oportunidades para produtos brasileiros serem promovidos internacionalmente através de sabores locais.

Se ingredientes e insumos brasileiros ganharem destaque em cozinhas do exterior, isso pode gerar efeito cascata nas exportações, ampliando mercados consumidores.

Oportunidades reais para exportadores brasileiros

Com base nas tendências acima, as principais oportunidades para quem quer exportar alimentos e insumos em 2026 são:

✅ Ingredientes nutricionalmente diferenciados (fibras, proteínas, superfoods);
✅ Insumos que traduzem sabores regionais autênticos;
✅ Produtos com história e comunicação sustentável;
✅ Soluções que ajudam restaurantes a reduzir custo e desperdício;
✅ Produtos que facilitam a transição para menus mais saudáveis e inovadores.

Como a ExMais pode apoiar sua estratégia

Sabendo que o mercado internacional está cada vez mais exigente, por saúde, experiência, sustentabilidade e inovação, a ExMais apoia empresas em:

✔ Mapeamento de mercados com demanda ativa por tendências do food service;
✔ Adaptação de produtos e rótulos conforme requisitos internacionais;
✔ Estratégias comerciais para importadores e distribuidores;
✔ Planejamento de participação em eventos internacionais com foco em food service;
✔ Conexão com compradores globais que valorizam tendências de consumo.

Se sua empresa quer se posicionar em exportações alimentícias em 2026, entender as dinâmicas do food service é indispensável. Fale conosco e comece hoje a construir sua estratégia de internacionalização baseada em tendências reais de mercado.

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Europa endurece regras de origem e sustentabilidade: rastreabilidade deixa de ser diferencial na exportação de alimentos

Exportar alimentos para a Europa sempre exigiu atenção a normas e padrões rigorosos. Mas, nos últimos meses, o cenário mudou de patamar: a rastreabilidade deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser uma exigência básica para manter e fechar contratos com importadores europeus.

Novas diretrizes ambientais e de transparência vêm sendo aplicadas com mais rigor, especialmente para produtos alimentícios oriundos de países exportadores como o Brasil. Para empresas que ainda tratam rastreabilidade como algo “burocrático”, o risco de ficar fora do mercado é real.

O que mudou nas exigências europeias?

A União Europeia vem reforçando políticas ligadas a:

  • Origem comprovada da matéria-prima
  • Cadeia produtiva rastreável, do campo ao embarque
  • Conformidade ambiental (desmatamento zero, uso responsável do solo)
  • Responsabilidade social e trabalhista
  • Transparência documental, não apenas certificações isoladas

Na prática, isso significa que não basta mais dizer que o produto é sustentável. É preciso provar, com dados, registros e histórico.

O que é rastreabilidade na prática (e onde muitos erram)

Rastreabilidade não se resume a nota fiscal ou lote impresso na embalagem. Importadores europeus estão exigindo:

  • Identificação clara da origem da produção
  • Registros de fornecedores e subfornecedores
  • Histórico de processos produtivos
  • Informações logísticas consistentes
  • Documentação organizada e auditável

Muitas empresas brasileiras têm qualidade e capacidade produtiva, mas perdem oportunidades por falta de organização e padronização dessas informações.

⚠️ Quais os riscos de não se adequar?

Empresas que não acompanham essas mudanças podem enfrentar:

  • Rejeição de cargas no destino
  • Suspensão de contratos com importadores
  • Dificuldade para entrar em novos mercados europeus
  • Perda de competitividade frente a fornecedores mais preparados

O impacto não é apenas operacional — é estratégico e financeiro.

Sustentabilidade e rastreabilidade caminham juntas

A rastreabilidade é hoje o principal instrumento para comprovar práticas sustentáveis. Sem ela, alegações ambientais perdem valor comercial.

Para o mercado europeu, transparência gera confiança, e confiança gera contratos de longo prazo.

Como exportadores brasileiros podem se preparar

Alguns passos são essenciais:

  • Mapear toda a cadeia produtiva
  • Organizar dados e documentos de forma estruturada
  • Adequar processos às exigências do mercado-alvo
  • Escolher parceiros logísticos e comerciais alinhados às novas regras
  • Tratar rastreabilidade como parte da estratégia de exportação, não como custo

Empresas que se antecipam a essas exigências saem na frente e se tornam fornecedores preferenciais.

Exportar para a Europa continua sendo uma grande oportunidade, desde que sua empresa esteja preparada para o novo nível de exigência.

Fale conosco e descubra como fortalecer sua operação internacional com segurança e estratégia.

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Alimentos funcionais e clean label dominam as prateleiras internacionais: sua marca está pronta?

O mercado global de alimentos está passando por uma mudança clara e irreversível: consumidores querem produtos mais saudáveis, naturais e transparentes. Nesse cenário, dois conceitos vêm dominando as prateleiras internacionais, alimentos funcionais e clean label.

Para empresas brasileiras que desejam exportar, entender essa tendência deixou de ser diferencial e passou a ser condição de competitividade.

O que são alimentos funcionais?

Alimentos funcionais são aqueles que, além de nutrir, oferecem benefícios comprovados à saúde, como:

  • Melhora do sistema imunológico
  • Aumento de energia e foco
  • Auxílio na digestão
  • Controle de açúcar e colesterol

No exterior, eles aparecem com apelos claros:

  • alta proteína
  • fibras naturais
  • antioxidantes
  • energia de origem natural
  • saúde intestinal

Produtos brasileiros com grande potencial neste segmento:

  • açaí e guaraná
  • castanhas, sementes e oleaginosas
  • café especial com atributos funcionais
  • snacks naturais à base de frutas
  • bebidas vegetais e fermentadas

O que significa clean label (e por que importa tanto)?

Clean label não é uma certificação; é uma exigência do consumidor.
Significa rótulos com:

  • listas curtas de ingredientes
  • nomes simples e reconhecíveis
  • ausência ou redução de aditivos artificiais
  • transparência total sobre o que está sendo consumido

Nos mercados europeu, norte-americano e asiático, importadores têm rejeitado produtos com rótulos longos, códigos técnicos excessivos e conservantes artificiais, mesmo que o sabor seja bom.

Por que essa tendência acelera no mercado internacional?

Alguns fatores explicam o crescimento:

  • Consumidores mais informados e exigentes
  • Pressão regulatória mais rigorosa em países desenvolvidos
  • Valorização de bem-estar e saúde preventiva
  • Influência direta das redes sociais e especialistas em nutrição

Para importadores, clean label e funcionalidade são filtros de seleção de fornecedores.

O Brasil tem vantagem competitiva, mas precisa se posicionar

O Brasil possui matéria-prima natural, biodiversidade e ingredientes reconhecidos mundialmente. O problema não está no produto, mas muitas vezes em:

  • formulações pouco adaptadas ao mercado externo
  • rótulos confusos ou inadequados
  • comunicação que não destaca benefícios funcionais
  • posicionamento genérico de marca

A boa notícia é que pequenas adaptações podem tornar um produto altamente competitivo no exterior.

Como preparar sua empresa para atender essa demanda

Antes de exportar, é essencial avaliar:

  • Fórmula: ingredientes podem ser simplificados?
  • Benefícios claros: o produto comunica o que entrega?
  • Rótulo: está adequado ao idioma e legislação do país-alvo?
  • Certificações: fazem sentido para o mercado de destino?
  • Posicionamento: saudável, funcional, natural — está claro?

Exportar alimentos funcionais e clean label exige estratégia, não improviso.

Como a ExMais pode ajudar

Na ExMais, apoiamos empresas do setor alimentício desde a análise do produto até a entrada em mercados internacionais, ajudando a:

  • identificar mercados com demanda real por produtos funcionais
  • adaptar rótulos e posicionamento para exportação
  • alinhar produto às exigências regulatórias internacionais
  • estruturar a estratégia comercial para importadores e distribuidores

Se sua empresa quer crescer no exterior, entender e atender essas tendências é o primeiro passo.

Fale com a ExMais e descubra como posicionar seus produtos nas prateleiras do mundo.

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Pistache no Brasil: por que a semente do “ouro verde” pode virar oportunidade de exportação

No Brasil, todo pistache consumido atualmente é importado, o país ainda não tem produção comercial significativa da oleaginosa. Mas nos últimos anos, com a alta procura e crescimento nas importações, surgiu uma iniciativa de pesquisa e adaptação que pode abrir caminho para o cultivo nacional.

Ma, por que o pistache virou “queridinho” no Brasil

  • O consumo e a procura por pistache cresceram consideravelmente nos últimos anos: sorvetes, confeitarias e a cultura de snacks saudáveis contribuíram para isso.
  • Consequentemente, as importações dispararam: o país importou um volume significativamente maior comparado a anos anteriores.
  • Com demanda elevada e preços relativamente altos no mercado português e nacional, o pistache se destacou como um produto com margem interessante, o que desperta o interesse de produtores e pesquisadores.

A tentativa de “tropicalizar” o pistache no Brasil

Reconhecendo essa oportunidade, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), em parceria com entidades locais, iniciou estudos para avaliar a viabilidade do cultivo no Brasil, com foco especial em regiões como o semiárido do Nordeste.

Principais desafios

  • O pistache é originário de regiões com frio no inverno e verões quentes e secos; ele exige um período de frio (vernalização) para frutificar, algo inexistente em grande parte do Brasil tropical.
  • A adaptação envolve técnicas sofisticadas: uso de hormônios para simular frio, manejo especial de solo e clima, além de testes genéticos, o que demanda tempo, investimento e controle rigoroso.
  • Quem decide investir precisa estar preparado para um ciclo longo: árvores de pistache levam cerca de 5 a 7 anos para entrar em produção comercial.

Situação atual

  • O projeto de plantio experimental no Brasil está em andamento, mas ainda não há produção comercial confirmada, ou seja: o pistache ainda é importado.
  • As primeiras colheitas, se bem-sucedidas, não devem acontecer antes de meados de 2035, conforme estimativas da pesquisa.

O que isso significa para exportadores e para o mercado internacional

Se o projeto for bem-sucedido e o pistache “viver” em solo brasileiro, o país poderia:

  • Reduzir drasticamente a dependência de importações, reduzindo custos e incertezas cambiais.
  • Tornar-se fornecedor de pistache no mercado interno e, futuramente, exportador, abrindo uma nova frente de produtos para o portfólio de exportações brasileiras.
  • Agregar valor à cadeia: além da noz em si, há espaço para derivados como pastas, chocolates, snacks, pós, cosméticos e produtos gourmet, todos com grande apelo no exterior.
  • Aproveitar a imagem do pistache como “produto premium”, ideal para mercados exigentes que valorizam hábito saudável, origem e exclusividade.

ℹ️ Observação importante

O pistache ainda não é produzido comercialmente no Brasil, o que existe hoje são pesquisas e plantações experimentais. Portanto, esta matéria não apresenta um cenário consolidado, mas sim um panorama de potencial, oportunidades e riscos, o que a torna ideal para quem busca antecipar tendências, explorar novos mercados e se posicionar estrategicamente.

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Brasil redireciona exportações de frutas e hortaliças após tarifas dos EUA — como transformar risco em oportunidade

Entre agosto e outubro de 2025, as exportações brasileiras de frutas e hortaliças para os Estados Unidos enfrentaram um cenário desafiador. A elevação de tarifas impostas pelo mercado norte-americano reduziu significativamente o fluxo comercial, afetando produtores e exportadores de diversas regiões do país.

Porém, em vez de representar um colapso, o movimento se tornou um ponto de virada estratégico: o Brasil redirecionou parte dessas exportações para mercados alternativos e registrou um crescimento de 20% nas vendas para novos destinos, compensando boa parte das perdas nos EUA.


🌎 O impacto das tarifas dos EUA

O aumento das tarifas incidiu principalmente sobre:

  • Frutas frescas (mamão, manga, melão, limão)
  • Hortaliças selecionadas
  • Produtos minimamente processados

Com isso, embarques para os EUA caíram de forma expressiva ao longo do trimestre. Muitos exportadores que dependiam desse mercado precisaram reagir rapidamente para não perder competitividade e evitar acúmulo de oferta no mercado interno.


📦 Redirecionamento estratégico: o que o Brasil fez?

Mesmo diante da pressão tarifária, o setor encontrou alternativas rápidas e eficientes.
Mercados que absorveram a mudança:

  • Europa (Holanda, Espanha, Portugal)
  • Oriente Médio (Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita)
  • África (Marrocos e Egito)
  • Ásia (principalmente Singapura e Hong Kong)

O resultado: aumento de aproximadamente 20% nas exportações para esses novos destinos, segundo análises setoriais.

Essa migração mostra a força da diversificação, que protege exportadores de oscilações políticas, tarifárias e econômicas.


📊 O que isso representa para exportadores brasileiros?

Esse episódio reforça algumas lições importantes:

1. Mercados alternativos são fundamentais

Mesmo quando um grande comprador modifica sua política comercial, outros estão prontos para absorver produtos com boa oferta e qualidade.

2. Logística flexível salva resultados

Provedores, operadores logísticos e traders preparados conseguem redirecionar cargas rapidamente, diferencial competitivo em momentos de crise.

3. Portfólio de países reduz riscos

Exportadores com foco exclusivo em uma única região se tornam extremamente vulneráveis. Ter um mapa de destino diversificado é um investimento estratégico.

4. O mundo está consumindo mais frutas tropicais

Manga, melão, mamão e limão, todos em alta em regiões como Europa e Oriente Médio, o que favorece o Brasil.


🚀 Como sua empresa pode transformar esse momento em oportunidade

  • Avalie mercados emergentes com demanda em crescimento.
  • Invista em certificações internacionais (GLOBALG.A.P., HACCP, Fair Trade).
  • Estruture materiais comerciais bilíngues.
  • Tenha planos logísticos alternativos e parceiros estratégicos.
  • Estude sazonalidades por país para evitar sobreposição com produtores locais.

O cenário mostra que, em um ambiente globalizado, quem se adapta mais rápido é quem mantém ou aumenta sua competitividade.


🤝 Como podemos apoiar sua empresa

A ExMais auxilia exportadores a:

  • Mapear novos mercados e identificar oportunidades reais
  • Avaliar riscos regulatórios e tarifários
  • Adequar documentação e requisitos para cada destino
  • Desenvolver estratégia comercial internacional
  • Apoiar no desenvolvimento logístico, marketing e relacionamento com compradores

Se o seu objetivo é crescer de forma segura, diversificada e estratégica, estamos prontos para ajudar sua empresa a conquistar o mundo.

Entre em contato e descubra novos mercados para seus produtos.

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Brasil x Colômbia no “duelo dos grãos”: o que um voto popular revela e o que dizem os dados.

Nos últimos dias, pipocou nas redes uma enquete que colocou Brasil e Colômbia frente a frente na pergunta: quem produz os melhores grãos de café? No resultado divulgado, o Brasil venceu por 49% a 51% — um placar apertadíssimo que incendiou a rivalidade cafeeira mais famosa do mundo. Importante: trata-se de uma votação de fãs, feita em perfil de Instagram, sem validade técnica oficial. Ainda assim, o buzz é útil para discutir marca, percepção de qualidade e dados reais do mercado.

O que a votação popular nos conta

Enquetes assim capturam percepções de marca: memória afetiva, presença do país no imaginário do consumidor e no noticiário, influência de cafeterias, baristas e criadores de conteúdo. Não medem, porém, qualidade sensorial por metodologia (como cupping cego), certificações ou resultados agronômicos.

E o que dizem os números do café

  • Liderança em volume: o Brasil continua como maior produtor do mundo, respondendo por cerca de 37% da safra global em 2024/25 (≈ 64–66 milhões de sacas de 60 kg), segundo o USDA/FAS.
  • Força da Colômbia em arábica lavado: a Colômbia registrou produção recorde em mais de 30 anos no ciclo até set/2025, com avanço nas exportações, reforçando sua reputação em cafés finos; a entidade do setor já prevê ajuste natural na safra seguinte.
  • Excelência também é medível: concursos como Cup of Excellence mostram que Brasil e Colômbia colocam lotes entre os melhores do planeta, em diferentes regiões e altitudes reforçando que qualidade não é monopólio de um único país.

Percepção x realidade: por que os dois “vencem”

  • Brasil: escala, diversidade (arábica e robusta/conilon), consistência de fornecimento, e avanço tecnológico (rastreabilidade, irrigação, pós-colheita), o que sustenta blends e especialidades.
  • Colômbia: identidade forte em arábica lavado de altitude, storytelling de origem e estabilidade sensorial — atributos valorizados por torrefações premium.

Oportunidade para exportadores brasileiros

O “barulho” da votação abre gancho para trabalhar posicionamento e valor agregado:

  1. Conteúdo de origem: conte a história da fazenda, terroir, variedade e processo (lavado, natural, honey).
  2. Provas técnicas: publique notas de cupping, Q-grades, laudos e certificações (orgânico, fair trade, etc.).
  3. Rastreabilidade: mostre o caminho do grão à xícara (QR code/lot trace).
  4. Portfólio inteligente: separe linhas para blends consistentes e microlotes de alto score.
  5. Mercados e canais: combine HORECA premium com varejo especializado e marketplaces B2B.

A ExMais ajuda a transformar percepção em preferência de compra, conectando sua marca a importadores e distribuidores internacionais com:

  • Diagnóstico de posicionamento e estratégia por mercado;
  • Adequação regulatória e documentação;
  • Narrativa de origem (branding e comunicação bilíngue);
  • Agenda comercial (feiras, degustações, amostras);
  • Parcerias logísticas e de rastreabilidade.

Quer usar o buzz do “duelo dos grãos” para abrir novos mercados? Fale com a ExMais e leve seu café, e sua história, mais longe.

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Brasil bate recorde de participação na ANUGA 2025: oportunidades e o que isso significa para exportadores

A ANUGA é uma das maiores feiras mundiais do setor de alimentos e bebidas, realizada bienalmente em Colônia (Alemanha). Para 2025, o Brasil prepara uma participação recorde, mobilizando empresas de diferentes portes e segmentos. Essa presença em escala representa uma excelente janela de oportunidade para exportadores brasileiros reforçarem marca, networking e contratos. Governo do Maranhão+3ApexBrasil+3Agencia de Notícias CNI+3

Neste artigo, vamos explorar os destaques dessa participação, os setores com maior visibilidade, os desafios para aproveitar ao máximo e como sua empresa pode se posicionar.


🏛️ O cenário da participação brasileira

  • A previsão é que o Brasil conte com 350 empresas participantes, o maior número já registrado para o país na ANUGA.
  • Destas, 142 estarão distribuídas em seis pavilhões, com organização da ApexBrasil e apoio conjunto com entidades setoriais como ABPA e ABIEC.
  • O segmento da carne bovina reforça presença: a ABIEC levará 28 empresas brasileiras no estande “Brazilian Beef”, com objetivo de mostrar cortes nobres e promover degustações para compradores internacionais.
  • A agricultura familiar também ganhará destaque: produtores de estados como Bahia, Maranhão e de cooperativas nordestinas participam com seus produtos regionais no pavilhão brasileiro.
  • Essa estratégia reforça a pluralidade do agronegócio brasileiro, unindo grandes players e produtores regionais num mesmo palco global.

📈 Benefícios e motivos para exportadores ficarem atentos

  1. Visibilidade internacional
    A ANUGA atrai compradores, distribuidores, formadores de opinião, imprensa especializada e importadores de todo o mundo — uma oportunidade de posicionar marcas brasileiras no radar global.
  2. Geração de leads e negócios concretos
    Muitas negociações começam durante a feira — e mesmo aquelas que não se fecham imediatamente podem se converter em contratos pós-evento.
  3. Benchmarking e tendências
    Estar presente permite observar concorrentes, inovações em ingredientes, embalagens, rotulagem e tecnologia, e assim calibrar sua estratégia de exportação.
  4. Fortalecimento institucional
    Participar por meio de pavilhões oficiais ou arranjos coordenados traz credibilidade, apoio logístico e visibilidade junto a instituições internacionais.

⚠️ Desafios que precisam ser considerados

  • Custo e logística — Levar produtos ao exterior exige planejamento para transporte, frete, seguro, desembaraço aduaneiro e acondicionamento adequado.
  • Adaptação normativa — Os alimentos devem atender às exigências sanitárias, rotulagem (idioma, informações nutricionais) e padrões específicos de cada país importador.
  • Concorrência global — Você vai competir com empresas de diversos países que já exportam para mercados como Europa, América e Ásia.
  • Preparação comercial — Expositores precisam ter materiais bilíngues (folder, amostras, apresentação comercial), equipe preparada para negociações internacionais e estratégia antes, durante e após a feira.
  • Estratégia de follow-up — Os contatos feitos durante a feira precisam ser trabalhados com velocidade e continuidade após o evento para concretizar negócios.

🛠️ Dicas para sua empresa aproveitar a ANUGA ao máximo

  • Planeje a participação com antecedência: escolha produtos com diferencial competitivo, invista em apresentação visual atrativa e tenha material de divulgação em inglês (ou outros idiomas-alvo).
  • Participe de rodadas de negócios organizadas por entidades e agências; isso aumenta a chance de encontros qualificados.
  • Use degustações ou amostras (quando permitido) para que compradores sintam a qualidade do produto.
  • Estruture equipe bilíngue e treinada em vendas internacionais.
  • Faça um bom trabalho de pós-feira: contate leads rapidamente, envie catálogos, esteja preparado para amostragens e negociações.

O papel da ExMais na sua estratégia de feiras

Na ExMais, entendemos que feiras como a ANUGA são muito mais do que estandes: são pontos de virada estratégica. Podemos auxiliar sua empresa em:

  • Diagnóstico para decidir participar ou não;
  • Planejamento de produtos e coleção para a feira;
  • Logística internacional e suporte aduaneiro;
  • Criação de materiais de apresentação e comunicação bilíngue;
  • Estruturação de estratégia de vendas e pós-feira.

Quer transformar sua presença em feiras em resultados concretos de exportação? Entre em contato com nosso time e vamos planejar juntos.

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Tendências que vão impactar a indústria de alimentos em 2025: modernização, sustentabilidade e IA

O setor de alimentos está passando por uma transformação acelerada. Até 2026, a indústria alimentícia brasileira deve investir mais de R$ 120 bilhões em inovação tecnológica, sustentabilidade e eficiência produtiva. Esse movimento não apenas garante competitividade no mercado interno, como também abre novas portas no comércio exterior.

Para empresas que desejam exportar, acompanhar as tendências é fundamental. Confira as principais novidades que já estão impactando o setor em 2025.

Inteligência Artificial e automação

A IA tem revolucionado toda a cadeia produtiva:

  • Previsão de demanda e logística: algoritmos ajudam a reduzir desperdícios e planejar entregas internacionais com mais precisão.
  • Controle de qualidade: câmeras inteligentes e sensores identificam falhas antes que o produto chegue ao consumidor.
  • Atendimento e marketing: chatbots multilíngues e personalização de campanhas facilitam a entrada em novos mercados.

Para exportadores, a IA é uma aliada na redução de custos e na adaptação rápida às exigências de importadores.

Sustentabilidade e economia circular

A pressão por práticas sustentáveis é cada vez maior nos mercados internacionais. Tendências em alta:

  • Aproveitamento de resíduos: cascas, bagaços e subprodutos transformados em novos ingredientes.
  • Redução do desperdício de alimentos: monitoramento em tempo real da produção.
  • Pegada de carbono: certificações que comprovam práticas de baixo impacto ambiental.

Empresas que investem em sustentabilidade não apenas se adequam às novas regras — especialmente na União Europeia — mas também agregam valor ao produto.

Embalagens inteligentes e rastreabilidade

Consumidores internacionais estão mais atentos à origem e à qualidade dos alimentos. Nesse cenário, as embalagens inteligentes ganham força:

  • QR codes que permitem acessar informações detalhadas da cadeia produtiva.
  • Selos digitais de rastreabilidade com blockchain.
  • Materiais biodegradáveis e recicláveis, alinhados à preocupação ambiental.

Essa tendência fortalece a confiança do consumidor e diferencia produtos brasileiros em mercados competitivos.

Valorização de alimentos saudáveis e funcionais

O consumo de produtos naturais, plant-based e funcionais continua em crescimento. Superfoods como açaí, castanhas, guaraná e frutas tropicais brasileiras ganham cada vez mais espaço em países como EUA, Japão e Alemanha.

Oportunidade para o Brasil: transformar ingredientes nativos em produtos processados de alto valor agregado, como snacks saudáveis, bebidas energéticas e suplementos naturais.

O que isso significa para exportadores?

As tendências apontam para uma indústria de alimentos mais tecnológica, sustentável e orientada ao consumidor. Para exportar em 2025, não basta ter volume: é preciso mostrar inovação, responsabilidade socioambiental e rastreabilidade.

Como a ExMais pode apoiar

Na ExMais, acompanhamos de perto as mudanças do setor e ajudamos empresas a se adaptarem às exigências globais. Do planejamento estratégico à adequação de processos e certificações, oferecemos suporte completo para que seu produto seja competitivo no exterior.

Quer aproveitar as tendências de 2025 e levar sua marca ainda mais longe?
Entre em contato com nossos consultores e descubra como transformar inovação em oportunidades internacionais.

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Exportação para a China: Oportunidades para o setor de alimentos e os desafios culturais

Com uma população de mais de 1,4 bilhão de pessoas e uma demanda crescente por alimentos importados, a China se consolida como um dos mercados mais atrativos para empresas brasileiras do setor alimentício. No entanto, para conquistar e manter parcerias comerciais no país, é fundamental entender não só as exigências técnicas e logísticas, mas também os aspectos culturais que influenciam os negócios.

Neste artigo, mostramos as principais oportunidades, os produtos em alta, os desafios culturais e o que a sua empresa precisa fazer para exportar com sucesso para o mercado chinês.

 Por que olhar para a China?

  • A China é o maior importador mundial de alimentos e bebidas.
  • O consumo por produtos saudáveis, funcionais e de origem sustentável está em crescimento.
  • A classe média chinesa busca cada vez mais produtos premium e diferenciados.
  • O Brasil já é um dos principais fornecedores de soja, carnes e frutas para o país.

Quais alimentos brasileiros têm maior potencial?

Além dos produtos tradicionais como carne bovina, frango e soja, há uma abertura crescente para alimentos com valor agregado, como:

  • Frutas tropicais processadas (polpas, sucos e desidratados)
  • Castanhas e amêndoas
  • Café especial e solúvel
  • Açaí, guaraná e produtos com apelo de superfood
  • Doces e confeitos com identidade regional
  • Snacks saudáveis e funcionais

A demanda é especialmente forte em grandes centros urbanos como Xangai, Pequim e Guangzhou, onde o poder de compra e o interesse por alimentos internacionais são maiores.

Os principais desafios culturais

Negociar com empresas chinesas exige sensibilidade e adaptação. Veja alguns pontos essenciais:

1. Relações de confiança (“guanxi”)

Na China, construir um relacionamento sólido vem antes do fechamento do negócio. Networking, respeito, paciência e visitas presenciais são fundamentais.

2. Ritmo de negociação

As negociações tendem a ser mais lentas e formais no início. Pressionar por decisões rápidas pode ser mal visto.

3. Comunicação e idioma

Mesmo com tradutores, é importante adaptar materiais ao mandarim e evitar ambiguidades. Documentos bilíngues são bem-vindos.

4. Códigos culturais e simbologia

Cores, números e símbolos têm significados específicos. Embalagens e marcas devem considerar essas sutilezas para causar boa impressão.

Requisitos técnicos e logísticos

Para exportar alimentos à China, sua empresa precisa:

  • Estar registrada no GACC (Administração-Geral de Alfândegas da China)
  • Atender aos protocolos sanitários e barreiras fitossanitárias
  • Trabalhar com rótulos e embalagens em mandarim
  • Considerar as particularidades logísticas: grandes distâncias, hubs de distribuição e exigência por rastreabilidade

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