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Exportação de ovos: Brasil amplia presença em novos mercados internacionais

A exportação de ovos do Brasil voltou a crescer em agosto de 2026 e reforça um movimento importante para o setor: a diversificação dos mercados internacionais.

Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país exportou 2,322 mil toneladas de ovos e derivados em agosto, crescimento de 9,1% em relação ao mesmo mês de 2025.

Mais do que o aumento dos embarques, porém, chama atenção a mudança no mapa de destinos dos ovos brasileiros.

Chile ganha protagonismo nas exportações brasileiras de ovos

O Chile foi o principal destino das exportações em agosto, recebendo 1,213 mil toneladas — crescimento de 605,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O país respondeu sozinho por mais da metade do volume exportado pelo Brasil no mês.

Na sequência aparecem mercados bastante diferentes entre si: Vietnã, com 275 toneladas; Serra Leoa, com 160 toneladas; México, com 144 toneladas; e Japão, com 140 toneladas.

A presença da produção brasileira em países da América Latina, Ásia e África mostra como a exportação de ovos pode encontrar oportunidades em diferentes regiões.

E essa diversificação ganha ainda mais importância diante das mudanças que o setor viveu recentemente.

Depois de um 2025 excepcional, o mercado se reorganiza

O ano de 2025 foi fora da curva para as exportações brasileiras de ovos, impulsionadas principalmente por uma conjuntura internacional atípica e pelo aumento da demanda norte-americana.

Por isso, apesar do crescimento registrado em agosto, o acumulado de 2026 ainda está abaixo do ano anterior.

Entre janeiro e agosto, foram exportadas 19,982 mil toneladas, contra 32,303 mil toneladas no mesmo período de 2025.

Isso não significa, necessariamente, perda de espaço dos ovos brasileiros no exterior. O cenário mostra a importância de não depender de um único mercado e de buscar oportunidades em diferentes destinos.

Por que os ovos brasileiros encontram espaço no exterior?

A entrada de um produto alimentício em novos mercados depende de diversos fatores, e as exigências sanitárias estão entre os mais importantes.

Para a internacionalização de empresas de alimentos, atender às normas do país importador, garantir rastreabilidade, qualidade e segurança sanitária é fundamental.

No setor de ovos, isso se torna ainda mais relevante.

Ao mesmo tempo, as oportunidades não se restringem ao ovo in natura. Ovoprodutos e versões processadas podem atender indústrias de alimentos, panificação, food service e outros segmentos, ampliando as possibilidades de atuação internacional.

Diversificar mercados é parte da estratégia de internacionalização

O desempenho recente da exportação de ovos do Brasil traz uma lição que vale para toda a indústria de alimentos: oportunidades internacionais podem mudar rapidamente.

Um mercado que concentra grande parte das vendas em determinado período pode perder espaço, enquanto novos destinos passam a ganhar relevância.

Por isso, internacionalizar não deve significar apenas encontrar um comprador no exterior.

É necessário analisar mercados, entender demandas locais, avaliar concorrentes, exigências sanitárias, logística, formação de preços e canais de entrada.

O crescimento das vendas para o Chile e a presença dos ovos brasileiros em destinos tão distintos quanto Vietnã, Serra Leoa, México e Japão mostram que existem oportunidades além dos mercados mais óbvios.

Para empresas do setor de alimentos, identificar esses movimentos antes da concorrência pode ser justamente o primeiro passo para transformar a exportação de alimentos em uma estratégia consistente de crescimento internacional.

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Seu produto tem potencial para exportação?

Saiba como identificar oportunidades no mercado internacional

Expandir as vendas para outros países pode parecer um caminho natural para uma empresa que já possui um produto consolidado no Brasil. Mas antes de procurar compradores, participar de feiras internacionais ou iniciar negociações, existe uma pergunta fundamental: esse produto realmente tem potencial para exportação?

A resposta não depende apenas da qualidade do que é produzido ou do sucesso alcançado no mercado brasileiro. Um produto pode ter excelente aceitação no Brasil e encontrar dificuldades em outro país. Da mesma forma, algo que atende a um nicho específico por aqui pode encontrar uma demanda muito maior no exterior.

Por isso, entender como identificar oportunidades no mercado internacional é uma das primeiras etapas de uma estratégia de exportação bem estruturada.

Vender bem no Brasil não significa, necessariamente, vender bem no exterior

Quando uma empresa começa a considerar a exportação de seus produtos, é comum olhar primeiro para aquilo que já funciona no mercado nacional. Se existe demanda, boa aceitação e competitividade no Brasil, por que não levar o mesmo produto para outros países?

Esse histórico é importante, mas não é suficiente.

Cada mercado possui características próprias. Há diferenças culturais, hábitos de consumo, poder de compra, concorrência, canais de distribuição, regulamentações e até expectativas em relação à apresentação de um produto.

Uma bebida que ocupa determinada faixa de preço no Brasil, por exemplo, pode ser percebida como premium em outro país. Um alimento considerado comum por aqui pode se transformar em um produto diferenciado por sua origem brasileira, ingredientes ou processo produtivo.

É justamente por isso que descobrir se existe potencial de exportação exige olhar para o produto a partir da perspectiva do mercado que poderá recebê-lo.

Existe demanda internacional para o seu produto?

Um dos primeiros passos é entender se outros países já consomem ou importam produtos semelhantes.

Dados de comércio internacional ajudam a identificar quais mercados compram determinada categoria, quanto importam, de quais países compram e se essa demanda está crescendo ou diminuindo.

Mas olhar apenas para o tamanho de um mercado também pode levar a decisões equivocadas.

O maior importador mundial de determinado produto não necessariamente será o melhor país para exportar. Pode existir uma concorrência muito forte, barreiras de entrada elevadas ou custos que tornem a operação pouco competitiva.

Em alguns casos, mercados menores apresentam condições muito mais interessantes para uma empresa brasileira.

Por isso, uma boa análise de mercado para exportação considera tanto o volume de oportunidades quanto a viabilidade real de aproveitá-las.

Seu produto consegue competir nesse mercado?

Depois de identificar onde existe demanda, surge outra questão: como o seu produto se posicionaria diante dos concorrentes internacionais?

Preço é apenas uma das variáveis.

Qualidade, origem, ingredientes, tecnologia, certificações, embalagem, sustentabilidade, capacidade produtiva e diferenciais da marca podem influenciar diretamente a competitividade.

Produtos brasileiros também podem carregar atributos capazes de gerar valor no exterior. Ingredientes típicos, biodiversidade, processos produtivos específicos, tradição regional e até a própria associação com o Brasil podem contribuir para um posicionamento diferenciado.

O objetivo não deve ser simplesmente encontrar um país que importe aquela categoria, mas compreender por que um comprador internacional escolheria o seu produto entre tantas outras opções disponíveis.

Regulamentação pode determinar se uma oportunidade é realmente viável

Encontrar demanda não significa que o produto esteja pronto para ser comercializado naquele mercado.

Cada país estabelece suas próprias exigências para produtos importados. Dependendo do segmento, podem existir regras relacionadas a registros, certificações, composição, rastreabilidade, requisitos sanitários, documentação, embalagem e rotulagem.

Isso é especialmente relevante na exportação de alimentos e bebidas, cosméticos, produtos de origem animal e outros setores sujeitos a controles específicos.

Uma oportunidade comercial aparentemente interessante pode perder atratividade quando todos os custos e exigências de adequação são considerados.

Por outro lado, uma empresa que já possui determinadas certificações, controles de qualidade ou processos produtivos pode descobrir mercados nos quais essas características representam uma importante vantagem competitiva.

A análise regulatória, portanto, precisa fazer parte da avaliação do potencial de exportação de um produto desde o início.

Preço, logística e margem também precisam atravessar a fronteira

Outro ponto fundamental é verificar se a operação permanece financeiramente interessante depois que o produto sai da fábrica.

Transporte internacional, seguro, armazenagem, impostos, tarifas, distribuição, adaptações de embalagem e outros custos podem alterar significativamente o preço final.

Um produto competitivo no mercado brasileiro pode chegar caro demais ao destino. Em outros casos, mesmo com os custos da operação internacional, ainda existe margem suficiente para construir uma estratégia rentável.

Por isso, como começar a exportar não deveria ser uma decisão baseada apenas na possibilidade de vender para outro país. É necessário entender se essa venda pode ser sustentável para a empresa.

Então, como saber quais países oferecem as melhores oportunidades?

É aqui que a análise deixa de ser apenas sobre o produto e passa a ser sobre a combinação entre produto + mercado.

Imagine uma empresa brasileira interessada em cinco países. Um deles apresenta enorme volume de importações, mas alta concorrência e exigências regulatórias complexas. Outro possui mercado menor, porém apresenta crescimento nas importações, menos concorrentes e maior valorização do diferencial oferecido pela empresa.

O segundo mercado pode representar uma oportunidade muito mais interessante.

Uma pesquisa de mercado internacional permite comparar diferentes destinos considerando demanda, crescimento, concorrência, barreiras de entrada, logística, regulamentação, perfil do consumidor e posicionamento de preço.

Em vez de perguntar apenas “para qual país podemos exportar?”, a empresa passa a responder uma pergunta muito mais estratégica:

Em quais mercados nosso produto possui melhores condições para competir e crescer?

Potencial de exportação não é apenas ter um bom produto

Empresas que querem entrar no mercado internacional precisam compreender que exportar é uma decisão estratégica.

Ter qualidade, capacidade produtiva e um produto competitivo é um excelente ponto de partida. Mas o verdadeiro potencial aparece quando essas características encontram um mercado com demanda, condições de entrada favoráveis e espaço para diferenciação.

É essa análise que ajuda a reduzir riscos e direcionar melhor investimentos em prospecção, adequações, feiras, missões comerciais e busca por compradores internacionais. Antes de tentar vender para o mundo inteiro, portanto, vale descobrir onde o seu produto realmente tem oportunidade de crescer.

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Exportação de cerveja e bebidas: o mercado internacional está abrindo novas oportunidades para empresas brasileiras

Quando se fala em exportações brasileiras, produtos como soja, café e carne costumam aparecer primeiro. Mas há outro segmento ganhando espaço além das fronteiras: o de cervejas e bebidas brasileiras.

Cervejas, cachaças, destilados, sucos, cafés especiais e outras bebidas produzidas no país carregam características que podem despertar o interesse do consumidor internacional. E os números mais recentes mostram que esse potencial já começa a se transformar em negócios.

Em 2025, a exportação de cerveja brasileira atingiu um valor recorde, reforçando a presença do produto no comércio exterior. Ao mesmo tempo, iniciativas de promoção comercial vêm levando diferentes categorias de bebidas nacionais para novos mercados, da América Latina à Ásia.

Para empresas do setor, o momento traz uma pergunta importante: até onde a sua bebida pode chegar?

A cerveja brasileira já atravessou fronteiras

O Brasil possui um mercado cervejeiro diversificado, que reúne desde grandes indústrias até centenas de cervejarias com produtos artesanais, especiais e regionais.

Essa variedade também começa a aparecer no mercado internacional.

Segundo o Anuário da Cerveja 2026, do Ministério da Agricultura e Pecuária, o Paraguai foi o principal destino da cerveja brasileira em 2025, representando 63,7% do valor exportado. Bolívia, Uruguai e Chile também aparecem entre os principais compradores.

No total, a América do Sul concentrou 97,7% do faturamento brasileiro com exportação de cerveja naquele ano.

Ao mesmo tempo em que os números demonstram a força do mercado regional, eles revelam uma oportunidade: existe espaço para ampliar a presença da cerveja brasileira em outros destinos e tornar as exportações mais diversificadas.

Não é só cerveja: as bebidas brasileiras têm espaço no mundo

A oportunidade vai muito além do setor cervejeiro.

A diversidade brasileira permite trabalhar diferentes categorias no mercado internacional de bebidas. Cachaça, espumantes, gim, sucos, polpas, cafés especiais e bebidas com ingredientes tipicamente brasileiros são alguns exemplos.

Em ações recentes de promoção internacional, a ApexBrasil incluiu bebidas alcoólicas e não alcoólicas entre as categorias com potencial para chegar a novos consumidores. Em uma iniciativa direcionada ao mercado indiano, por exemplo, foram contemplados produtos como cachaça, espumantes, gim, sucos, polpas e cafés especiais.

Isso demonstra algo importante: existe espaço para empresas brasileiras que conseguem unir qualidade, identidade, diferenciação e estratégia de exportação.

Origem e identidade também vendem

No mercado de bebidas, sabor e qualidade são fundamentais, mas não são os únicos fatores que influenciam uma decisão de compra.

Origem, história e posicionamento podem agregar valor ao produto.

Uma cachaça não é simplesmente mais um destilado. Uma cerveja produzida com ingredientes brasileiros pode carregar características que dificilmente serão reproduzidas em outro lugar. O mesmo acontece com bebidas elaboradas a partir de frutas, cafés e ingredientes associados à biodiversidade brasileira.

Em mercados onde consumidores procuram novas experiências, essa identidade pode se transformar em vantagem competitiva.

Em vez de competir apenas por preço, empresas brasileiras podem explorar aquilo que torna seus produtos diferentes.

Exportar bebidas exige preparação

Ter um produto de qualidade, porém, não significa que ele esteja automaticamente pronto para o mercado internacional.

Quem pesquisa como exportar bebidas precisa considerar uma série de fatores antes do primeiro embarque.

As exigências mudam de acordo com o país e com a categoria do produto. Bebidas alcoólicas, por exemplo, podem estar sujeitas a regras específicas de registro, tributação, teor alcoólico, rotulagem e comercialização. Já bebidas não alcoólicas precisam atender às normas sanitárias e de composição estabelecidas pelo mercado de destino.

A embalagem também merece atenção. Informações obrigatórias, idioma, volume, ingredientes e alegações presentes no rótulo podem precisar de adaptação.

Por isso, uma estratégia de exportação de bebidas começa muito antes de encontrar um comprador.

Escolher o mercado certo faz toda a diferença

Outro erro comum é acreditar que todo produto deve buscar imediatamente os maiores mercados consumidores do mundo.

Nem sempre esse é o melhor caminho.

Proximidade logística, barreiras tarifárias e não tarifárias, concorrência, hábitos de consumo, posicionamento de preço e aceitação de produtos brasileiros precisam entrar na análise.

A própria concentração das exportações brasileiras de cerveja na América do Sul mostra como mercados próximos podem funcionar como uma importante porta de entrada para a internacionalização.

Por outro lado, ações de promoção comercial realizadas em países mais distantes mostram que também existem oportunidades para produtos diferenciados em mercados que talvez ainda não estejam no radar das empresas brasileiras.

O melhor destino não é necessariamente o maior. É aquele em que existe uma combinação favorável entre demanda, competitividade e capacidade de entrada.

Do mercado brasileiro para as prateleiras do mundo

O crescimento da exportação de cervejas e bebidas brasileiras mostra que o setor possui potencial para ir muito além do consumo doméstico.

O Brasil tem diversidade de ingredientes, capacidade produtiva, tradição e uma identidade que pode ser explorada comercialmente no exterior. O desafio é transformar essas características em uma estratégia de internacionalização bem estruturada.

Para cervejarias, fabricantes de bebidas, destilarias e outras empresas do segmento, olhar para fora do país pode representar não apenas uma nova fonte de receita, mas também uma oportunidade de fortalecer a marca, diversificar mercados e agregar valor ao produto.

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Tarifas dos EUA acendem alerta: diversificar mercados se tornou ainda mais importante para quem exporta

As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros voltaram a colocar um velho desafio do comércio exterior no centro das discussões: até que ponto uma empresa pode depender de um único mercado?

Para milhares de exportadores brasileiros, a questão deixou de ser apenas estratégica e passou a ter impacto direto nos negócios. Diante das barreiras comerciais, a ApexBrasil anunciou um plano de R$ 210 milhões para apoiar empresas brasileiras afetadas pelas tarifas dos EUA, com ações voltadas principalmente à abertura e diversificação de mercados.

Mais do que uma resposta a um momento de instabilidade, a iniciativa reforça uma lição importante para qualquer empresa que atua ou pretende atuar no mercado internacional: diversificar destinos pode ser tão importante quanto começar a exportar.

Um novo cenário para as exportações brasileiras

Os Estados Unidos estão entre os principais parceiros comerciais do Brasil e representam um mercado estratégico para diversos segmentos da economia.

Para algumas categorias, porém, essa dependência é especialmente elevada. Produtos como mel, determinados tipos de madeira, filés de tilápia e sebo bovino possuem uma parcela expressiva de suas vendas externas concentrada no mercado norte-americano.

Quando surgem novas tarifas ou barreiras comerciais, empresas muito dependentes de um único destino ficam naturalmente mais expostas.

É justamente nesse cenário que a diversificação de mercados para exportação ganha importância.

Buscar compradores em diferentes países permite distribuir riscos e reduzir o impacto de mudanças políticas, econômicas ou regulatórias em determinado mercado.

R$ 210 milhões para ampliar mercados

Como resposta ao atual cenário comercial, a ApexBrasil anunciou um plano que prevê cerca de R$ 210 milhões em ações para apoiar empresas impactadas pelas tarifas norte-americanas.

A estratégia envolve mais de 300 iniciativas de diversificação ao redor do mundo, entre participação em feiras internacionais, rodadas de negócios, promoção comercial e aproximação com novos compradores.

O objetivo é ajudar empresas brasileiras a encontrarem alternativas e ampliarem sua presença internacional.

Mercados como Canadá, México, Alemanha, Turquia, África do Sul, China e Índia aparecem entre os destinos que podem ganhar ainda mais atenção nessa estratégia.

E essa movimentação traz uma discussão que vai muito além do tarifaço.

Exportar para vários mercados também é uma estratégia de proteção

Durante muito tempo, conquistar um grande comprador internacional ou estabelecer presença consistente em determinado país poderia parecer suficiente para garantir uma boa estratégia de exportação.

O cenário atual mostra que não necessariamente.

Tarifas podem mudar. Governos podem adotar novas políticas comerciais. Conflitos podem afetar rotas logísticas. Exigências sanitárias podem ser revistas. Economias podem desacelerar.

São variáveis que uma empresa dificilmente consegue controlar.

O que ela pode controlar é sua exposição a esses riscos.

Por isso, diversificar mercados internacionais funciona também como uma estratégia de proteção. Quando uma empresa possui compradores em diferentes regiões, uma dificuldade em determinado país não necessariamente compromete toda a operação internacional.

Uma oportunidade para olhar além dos mercados tradicionais

O movimento também pode incentivar empresas brasileiras a observar destinos que anteriormente não faziam parte de seus planos de expansão.

Ásia, Oriente Médio, América Latina, África e outros mercados emergentes apresentam oportunidades que podem passar despercebidas quando toda a estratégia comercial está concentrada em Estados Unidos e Europa.

Isso não significa simplesmente escolher outro país e começar a vender.

Cada mercado possui características próprias, desde hábitos de consumo e posicionamento de preço até legislação, certificações, logística e concorrência.

Uma boa estratégia de internacionalização começa justamente pela identificação dos mercados que apresentam maior compatibilidade com o produto e com a capacidade da empresa.

Para alimentos e bebidas, o alerta é ainda mais relevante

Para empresas brasileiras do setor de alimentos e bebidas, diversificar destinos pode representar uma oportunidade especialmente interessante.

O Brasil possui forte presença internacional em diferentes categorias, mas cada mercado apresenta demandas específicas relacionadas a sabores, ingredientes, embalagens, certificações e padrões de consumo.

Um produto que encontra espaço nos Estados Unidos pode também possuir potencial no Canadá, no Oriente Médio, na Ásia ou em países da América Latina, desde que a empresa faça uma análise adequada antes de entrar nesses mercados.

É justamente essa capacidade de identificar oportunidades que transforma a exportação de uma operação pontual em uma estratégia de crescimento.

A crise também pode abrir novas portas

As tarifas dos EUA representam um desafio real para muitas empresas brasileiras. Mas o movimento provocado por elas também pode acelerar uma transformação positiva: fazer com que mais exportadores percebam a importância de construir uma presença internacional diversificada.

Os R$ 210 milhões anunciados pela ApexBrasil ajudam a criar caminhos para essa expansão, mas a principal reflexão para as empresas talvez seja ainda mais ampla.

Exportar não deve significar depender de um mercado. Deve significar construir mercados.

Para empresas que já exportam, este pode ser o momento de revisar sua estratégia e buscar novos destinos. Para aquelas que ainda estão planejando entrar no comércio exterior, a lição chega antes mesmo do primeiro embarque: escolher onde vender é uma das decisões mais importantes de todo o processo.

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Alimentação premium para pets: a tendência que ultrapassou as fronteiras e abre oportunidades para exportação

O mercado pet nunca esteve tão aquecido. Nos últimos anos, os animais de estimação deixaram de ocupar apenas um espaço dentro de casa para se tornarem verdadeiros membros da família. Essa mudança de comportamento transformou a forma como consumidores escolhem produtos para seus pets e impulsionou um segmento que cresce de forma consistente em diversos países: o de alimentos premium para pets.

Mais do que ração, tutores procuram produtos que ofereçam qualidade, ingredientes naturais, benefícios à saúde e uma alimentação mais equilibrada. E esse movimento representa uma excelente oportunidade para empresas brasileiras que desejam investir em exportação de alimentos para pets.

A humanização dos pets está mudando o mercado

O conceito de “humanização dos pets” é um dos principais motores dessa transformação. Hoje, muitos consumidores buscam oferecer aos seus animais o mesmo padrão de qualidade que procuram para sua própria alimentação.

Isso explica o crescimento da demanda por produtos com ingredientes selecionados, maior valor nutricional e fórmulas desenvolvidas para diferentes fases da vida dos animais.

Essa tendência também impulsiona categorias como alimentos funcionais, snacks naturais, suplementos, petiscos premium e dietas específicas para cães e gatos.

Alimentos premium ganham espaço no mercado internacional

O mercado global de pet food vive um momento de expansão. Países da América do Norte, Europa e Ásia registram crescimento constante no consumo de alimentos premium, impulsionado pelo aumento da população de animais de estimação e pela maior preocupação dos tutores com saúde e bem-estar.

Nesse cenário, características como rastreabilidade, segurança alimentar, qualidade dos ingredientes e inovação deixaram de ser diferenciais e passaram a ser requisitos para competir internacionalmente.

Consumidores estão mais atentos aos rótulos, preferindo produtos com listas de ingredientes mais simples, proteínas de alta qualidade, conservantes naturais e formulações que entreguem benefícios específicos, como saúde intestinal, fortalecimento das articulações, controle de peso e suporte à imunidade.

O Brasil tem potencial para crescer nesse mercado

O Brasil já ocupa posição de destaque na produção de proteínas animais e possui uma indústria alimentícia reconhecida mundialmente. Esse cenário cria condições favoráveis para ampliar a presença brasileira também na exportação de alimentos para pets.

Além da disponibilidade de matérias-primas de qualidade, o país conta com empresas capazes de desenvolver produtos inovadores, alinhados às principais tendências do mercado internacional.

Ingredientes naturais, frutas, proteínas, vegetais, fibras e alimentos funcionais podem agregar valor aos produtos brasileiros e aumentar sua competitividade em mercados cada vez mais exigentes.

Exportar exige muito mais do que um bom produto

Embora a demanda esteja em crescimento, conquistar espaço no mercado internacional requer planejamento.

Cada país possui normas específicas relacionadas à importação de alimentos para animais, exigindo adequação regulatória, certificações, controle de qualidade e conformidade com padrões sanitários.

Além disso, conhecer o comportamento do consumidor local e identificar mercados com maior potencial faz toda a diferença para construir uma estratégia de internacionalização sólida.

Empresas que investem nessa preparação aumentam significativamente suas chances de sucesso e conseguem estabelecer relações comerciais mais duradouras.

Um mercado que continuará crescendo

Tudo indica que a busca por alimentos premium para pets seguirá em expansão nos próximos anos. O aumento da renda, a humanização dos animais e a preocupação crescente com saúde e qualidade de vida devem continuar impulsionando a inovação no setor.

Para empresas brasileiras, esse movimento representa uma oportunidade de diversificar mercados, agregar valor aos produtos e fortalecer sua presença internacional.

Assim como aconteceu com alimentos funcionais e produtos premium para consumo humano, a alimentação pet acompanha uma mudança global de comportamento e empresas que entenderem essa transformação estarão mais preparadas para competir no mercado internacional.

A ExMais ajuda sua empresa a alcançar novos mercados

Acompanhar tendências é um dos primeiros passos para construir uma estratégia de exportação eficiente. Na ExMais, ajudamos empresas a identificar oportunidades internacionais, compreender as exigências de cada mercado e estruturar processos para expandir seus negócios com segurança.

Porque exportar vai além de vender para outros países. É entender o comportamento do consumidor, antecipar tendências e transformar oportunidades em crescimento sustentável.

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O que o sucesso do amendoim brasileiro ensina sobre exportação de alimentos

Quando pensamos nos alimentos brasileiros que conquistaram o mundo, é comum lembrar do café, da carne ou da soja. Mas um produto vem ganhando destaque de forma silenciosa e se consolidando como referência internacional: o amendoim.

Nos últimos anos, o Brasil deixou de ser apenas um grande produtor para se tornar um dos fornecedores mais respeitados do mercado global. Hoje, o amendoim brasileiro chega a dezenas de países e é reconhecido pela qualidade, segurança alimentar e confiabilidade de seus processos.

Esse reconhecimento não aconteceu por acaso. É resultado de um trabalho contínuo de evolução que mostra uma lição importante para qualquer empresa que deseja exportar: no mercado internacional, qualidade abre portas.

Muito além da produção

O Brasil sempre teve potencial para produzir amendoim em grande escala. Mas, durante muito tempo, o principal desafio estava em atender aos rigorosos padrões exigidos pelos mercados mais competitivos, especialmente em relação ao controle de aflatoxinas, substâncias produzidas por fungos que podem comprometer a segurança do alimento.

Para mudar esse cenário, toda a cadeia produtiva passou por uma transformação. Investimentos em tecnologia, boas práticas agrícolas, rastreabilidade, processos de beneficiamento e controle de qualidade elevaram o padrão do produto brasileiro.

O resultado foi a conquista da confiança de importadores e compradores internacionais, tornando o Brasil uma referência no setor.

O mercado internacional compra confiança

Quando uma empresa decide exportar alimentos, o produto é apenas parte da negociação.

Quem compra no exterior quer segurança de que aquele fornecedor será capaz de entregar qualidade de forma consistente, cumprir normas internacionais e manter um padrão em cada embarque.

Por isso, fatores como certificações, rastreabilidade e controle de processos pesam tanto quanto preço ou capacidade produtiva.

O caso do amendoim brasileiro mostra exatamente isso: a competitividade não foi construída apenas aumentando a produção, mas fortalecendo a credibilidade do produto brasileiro.

Uma oportunidade para outras empresas

Embora o destaque seja o amendoim, a mensagem vale para todo o setor de alimentos e bebidas.

Produtos brasileiros como cafés especiais, castanhas, frutas, mel, carnes, ingredientes naturais e alimentos processados têm conquistado espaço justamente porque unem qualidade, origem confiável e diferenciação.

Em um mercado cada vez mais exigente, empresas que investem em melhoria contínua conseguem transformar produtos comuns em oportunidades internacionais.

Exportar é construir valor

Existe um equívoco comum de acreditar que exportar depende apenas de encontrar compradores no exterior.

Na prática, a preparação começa muito antes.

É preciso entender o mercado de destino, atender às exigências regulatórias, investir em qualidade e construir uma imagem sólida perante clientes internacionais.

Quanto maior a confiança transmitida pela empresa, maiores são as possibilidades de estabelecer relações comerciais duradouras.

Uma inspiração para o futuro

O sucesso do amendoim brasileiro mostra que a competitividade internacional não é resultado apenas de volume de produção. Ela nasce da combinação entre qualidade, inovação, planejamento e compromisso com padrões cada vez mais elevados.

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Alimentos para longevidade: a tendência que está movimentando o mercado internacional

Durante muito tempo, a alimentação saudável esteve associada principalmente ao controle de peso e à prática de atividades físicas. Hoje, porém, um novo conceito vem ganhando força no mercado global: a alimentação voltada para a longevidade.

Mais do que viver mais, consumidores em todo o mundo querem envelhecer com qualidade de vida, energia e autonomia. E essa mudança de comportamento está influenciando diretamente a indústria de alimentos, criando oportunidades para empresas que conseguem atender às novas demandas do mercado.

O resultado é o crescimento de uma categoria que vem movimentando bilhões de dólares globalmente: os alimentos para longevidade.

Um consumidor mais preocupado com o futuro

O aumento da expectativa de vida em diversos países, aliado ao maior acesso à informação sobre saúde e bem-estar, está transformando a forma como as pessoas escolhem seus alimentos.

Consumidores não buscam apenas sabor ou praticidade. Eles querem produtos que contribuam para uma vida mais saudável ao longo do tempo.

Por isso, cresce o interesse por alimentos associados à manutenção da saúde, prevenção de doenças e melhora da qualidade de vida.

Essa mudança é especialmente forte em mercados como Estados Unidos, Europa e Ásia, onde o envelhecimento da população já influencia o desenvolvimento de novos produtos e categorias.O que são os alimentos para longevidade?

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Da gôndola ao mercado internacional: o que a APAS 2026 mostrou sobre o novo consumidor

A APAS Show 2026 reforçou algo que já vinha se desenhando nos últimos anos: o consumidor mudou e essa mudança está impactando diretamente a indústria de alimentos, o varejo e também o mercado internacional.

Mais do que lançamentos e grandes marcas, a feira revelou tendências claras sobre comportamento de consumo, posicionamento de produtos e o que deve ganhar força nos próximos anos. E, para empresas que desejam exportar, entender esses movimentos deixou de ser apenas uma vantagem competitiva e passou a ser uma necessidade estratégica.

Entre os destaques da APAS 2026, ficou evidente o crescimento de produtos ligados à saudabilidade, funcionalidade e conveniência. O consumidor está mais atento à composição dos alimentos, buscando opções com mais proteína, ingredientes naturais, menos ultraprocessados e propostas que entreguem benefícios reais no dia a dia.

Ao mesmo tempo, cresce a valorização de produtos com identidade, propósito e experiência. Não se trata apenas do que está sendo vendido, mas da forma como a marca se posiciona e se conecta com o consumidor.

Essa mudança também ajuda a explicar por que categorias como cafés especiais, snacks proteicos, bebidas funcionais, alimentos naturais e ingredientes brasileiros vêm ganhando espaço em mercados internacionais.

O mundo está olhando cada vez mais para produtos que unem qualidade, diferenciação e valor agregado, exatamente os pontos que muitos produtos brasileiros conseguem oferecer.

Outro movimento muito presente na feira foi a busca por conveniência premium. O consumidor quer praticidade, mas não está disposto a abrir mão da qualidade. Isso abre espaço para produtos prontos, funcionais e com maior percepção de valor, um cenário extremamente favorável para marcas que conseguem unir inovação e posicionamento estratégico.

A APAS 2026 também mostrou que competir apenas por preço se torna cada vez mais difícil. Marcas que se destacam hoje investem em branding, experiência, diferenciação e construção de valor percebido.

E essa lógica não vale apenas para o varejo nacional. Ela já influencia diretamente o comportamento de importadores e compradores internacionais.

O mercado global está mais seletivo. Produtos genéricos enfrentam mais concorrência e margens menores, enquanto itens com identidade, qualidade percebida e posicionamento claro ganham espaço e competitividade.

Por isso, eventos como a APAS deixam de ser apenas vitrines de lançamento e passam a funcionar como verdadeiros termômetros do futuro do consumo.

Para empresas brasileiras que desejam crescer internacionalmente, entender essas tendências pode ser o diferencial entre apenas exportar e construir uma marca relevante no mercado global.

A ExMais acompanha de perto os movimentos do mercado internacional para ajudar empresas do setor de alimentos e bebidas a transformarem tendências em oportunidades reais de expansão, posicionamento e crescimento global.

Porque o futuro da exportação não será definido apenas pelo produto, mas pela capacidade de entender o consumidor antes dos concorrentes.

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Mercosul–União Europeia: o acordo histórico que pode transformar as exportações brasileiras

Depois de mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia finalmente começa a sair do papel. A partir de 1º de maio, o tratado passa a valer de forma provisória e marca um dos movimentos mais importantes do comércio internacional para o Brasil nos últimos anos.

Na prática, estamos falando da conexão entre dois dos maiores blocos econômicos do mundo, reunindo mais de 700 milhões de pessoas e um PIB combinado de cerca de US$ 22 trilhões. Mas além dos números, o acordo representa algo ainda mais relevante: uma nova janela de oportunidades e também de desafios para empresas brasileiras.

O impacto mais imediato está na redução de tarifas. Mais de 5 mil produtos brasileiros terão acesso facilitado ao mercado europeu, e muitos já passam a entrar com tarifa zero desde o início da vigência. Entre os setores mais beneficiados estão agronegócio, alimentos processados, máquinas e equipamentos, metalurgia e aeronáutica.

Para empresas do setor de alimentos e bebidas, o cenário é especialmente promissor. O mercado europeu é um dos mais exigentes do mundo, mas também um dos mais valiosos. Produtos brasileiros com diferenciação, rastreabilidade, qualidade e valor agregado podem ganhar competitividade e ampliar presença internacional.

Ao mesmo tempo, o acordo também aumenta a pressão competitiva dentro do próprio mercado brasileiro. Produtos europeus passam a entrar com menos barreiras, o que deve elevar o nível de exigência em diversos setores. Isso significa que empresas brasileiras precisarão investir mais em eficiência, adequação regulatória, certificações e posicionamento estratégico.

E talvez esse seja o principal ponto desse novo cenário: o acordo não beneficia automaticamente todas as empresas. Ele favorece quem estiver preparado.

Nos próximos anos, temas como sustentabilidade, rastreabilidade, conformidade com normas europeias e modernização de processos deixarão de ser diferenciais e passarão a ser praticamente obrigatórios para quem deseja competir internacionalmente.

Por outro lado, empresas que começarem agora a se adaptar podem conquistar vantagens importantes, acessando novos mercados, fortalecendo sua marca e construindo relações comerciais mais sólidas no exterior.

O acordo Mercosul–União Europeia não é apenas uma mudança tarifária. Ele representa uma transformação no ambiente de negócios internacionais para empresas brasileiras.

E, como acontece em todo grande movimento global, quem se antecipa sai na frente.

A ExMais acompanha de perto essas mudanças para ajudar empresas brasileiras a transformar oportunidades internacionais em estratégias reais de crescimento, expansão e posicionamento global.

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Hannover Messe 2026: o que a maior feira industrial do mundo revela sobre o futuro das exportações brasileiras

A Hannover Messe 2026 não foi apenas mais uma edição de uma das maiores feiras industriais do mundo. Este ano, o evento ganhou um significado especial para o Brasil. Ao assumir o papel de país parceiro, o país não apenas ocupou espaço físico na feira, ocupou um lugar estratégico nas discussões sobre o futuro da indústria, da inovação e dos negócios globais.

Mas o que isso tem a ver com exportação, especialmente para empresas do setor de alimentos e bebidas?

A resposta está nas mudanças silenciosas que vêm acontecendo no mercado internacional.

A Hannover Messe sempre foi conhecida por apresentar as principais tendências que moldam a indústria global. Em 2026, temas como inteligência artificial, automação, integração de dados e sustentabilidade dominaram as conversas. À primeira vista, pode parecer um universo distante da realidade de empresas alimentícias. Mas, na prática, essas transformações estão redefinindo a forma como produtos são produzidos, rastreados, distribuídos e, principalmente, escolhidos por compradores internacionais.

O que está acontecendo é uma evolução do conceito de competitividade. Antes, exportar bem estava muito ligado à capacidade produtiva e ao preço. Hoje, esses fatores continuam importantes, mas deixaram de ser suficientes. O mercado internacional passou a valorizar empresas que conseguem demonstrar eficiência, consistência, transparência e capacidade de adaptação às novas exigências globais.

E é exatamente aí que a presença do Brasil na Hannover Messe ganha relevância.

Ao estar no centro desse ambiente, o país reforça sua posição não apenas como um grande produtor, mas como um parceiro estratégico em cadeias globais cada vez mais complexas. Essa visibilidade abre portas, gera conexões e fortalece a imagem do Brasil como um fornecedor confiável, um fator decisivo em um cenário internacional marcado por incertezas.

Para empresas brasileiras, isso representa uma oportunidade importante. Não apenas de exportar mais, mas de exportar melhor. De acessar mercados mais exigentes, estabelecer relações comerciais mais sólidas e se posicionar de forma mais estratégica no exterior.

Ao mesmo tempo, esse novo cenário traz um alerta claro: o mercado global está evoluindo rapidamente. Compradores estão mais atentos, mais seletivos e mais exigentes. Eles não buscam apenas produtos, buscam parceiros capazes de acompanhar o ritmo dessa transformação.

No setor de alimentos e bebidas, isso se traduz em demandas por maior rastreabilidade, processos mais eficientes, comunicação mais clara e, principalmente, consistência na entrega. Não se trata apenas de qualidade do produto, mas da experiência completa que a empresa oferece como fornecedora.

A Hannover Messe 2026 reforça uma mensagem que vai muito além da indústria: o futuro das exportações será definido por quem consegue alinhar produto, estratégia e posicionamento. E, nesse cenário, empresas que se antecipam às mudanças saem na frente.

Porque, no fim das contas, exportar não é apenas vender para fora. É entender o mundo e saber como se posicionar dentro dele.

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