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Exportação para a China: Oportunidades para o setor de alimentos e os desafios culturais

Com uma população de mais de 1,4 bilhão de pessoas e uma demanda crescente por alimentos importados, a China se consolida como um dos mercados mais atrativos para empresas brasileiras do setor alimentício. No entanto, para conquistar e manter parcerias comerciais no país, é fundamental entender não só as exigências técnicas e logísticas, mas também os aspectos culturais que influenciam os negócios.

Neste artigo, mostramos as principais oportunidades, os produtos em alta, os desafios culturais e o que a sua empresa precisa fazer para exportar com sucesso para o mercado chinês.

 Por que olhar para a China?

  • A China é o maior importador mundial de alimentos e bebidas.
  • O consumo por produtos saudáveis, funcionais e de origem sustentável está em crescimento.
  • A classe média chinesa busca cada vez mais produtos premium e diferenciados.
  • O Brasil já é um dos principais fornecedores de soja, carnes e frutas para o país.

Quais alimentos brasileiros têm maior potencial?

Além dos produtos tradicionais como carne bovina, frango e soja, há uma abertura crescente para alimentos com valor agregado, como:

  • Frutas tropicais processadas (polpas, sucos e desidratados)
  • Castanhas e amêndoas
  • Café especial e solúvel
  • Açaí, guaraná e produtos com apelo de superfood
  • Doces e confeitos com identidade regional
  • Snacks saudáveis e funcionais

A demanda é especialmente forte em grandes centros urbanos como Xangai, Pequim e Guangzhou, onde o poder de compra e o interesse por alimentos internacionais são maiores.

Os principais desafios culturais

Negociar com empresas chinesas exige sensibilidade e adaptação. Veja alguns pontos essenciais:

1. Relações de confiança (“guanxi”)

Na China, construir um relacionamento sólido vem antes do fechamento do negócio. Networking, respeito, paciência e visitas presenciais são fundamentais.

2. Ritmo de negociação

As negociações tendem a ser mais lentas e formais no início. Pressionar por decisões rápidas pode ser mal visto.

3. Comunicação e idioma

Mesmo com tradutores, é importante adaptar materiais ao mandarim e evitar ambiguidades. Documentos bilíngues são bem-vindos.

4. Códigos culturais e simbologia

Cores, números e símbolos têm significados específicos. Embalagens e marcas devem considerar essas sutilezas para causar boa impressão.

Requisitos técnicos e logísticos

Para exportar alimentos à China, sua empresa precisa:

  • Estar registrada no GACC (Administração-Geral de Alfândegas da China)
  • Atender aos protocolos sanitários e barreiras fitossanitárias
  • Trabalhar com rótulos e embalagens em mandarim
  • Considerar as particularidades logísticas: grandes distâncias, hubs de distribuição e exigência por rastreabilidade

Quer explorar o potencial do mercado chinês com segurança, estratégia e apoio especializado?
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Como preparar sua empresa para auditorias internacionais em alimentos

Expandir para o mercado internacional é uma excelente oportunidade para empresas do setor alimentício. No entanto, antes de conquistar novos compradores, é essencial estar preparado para um dos momentos mais decisivos do processo: as auditorias internacionais. Seja realizada por importadores, certificadoras ou órgãos governamentais, a auditoria é o momento em que todo o seu processo produtivo será colocado à prova. Neste artigo, você vai entender como funcionam essas auditorias, o que é avaliado e como preparar sua empresa para passar por elas com confiança.

O que é uma auditoria internacional no setor de alimentos?

Trata-se de uma inspeção feita para verificar se sua empresa está em conformidade com os padrões exigidos pelo país importador ou pelo cliente internacional. Esses padrões envolvem:

  • Boas Práticas de Fabricação (BPF)
  • Segurança alimentar
  • Rastreabilidade
  • Condições de higiene e limpeza
  • Documentação legal e técnica
  • Certificações como HACCP, ISO 22000, FSSC 22000, entre outras

O objetivo principal da auditoria é garantir que o produto exportado seja seguro, esteja bem documentado e atenda às legislações vigentes no país de destino.

O que é avaliado em uma auditoria?

Cada mercado e cliente pode ter exigências diferentes, mas os pontos mais comuns avaliados são:

  1. Infraestrutura da planta
    • Condições sanitárias
    • Layout adequado para evitar contaminações cruzadas
  2. Processos produtivos
    • Controle de qualidade em cada etapa
    • Procedimentos padronizados e documentados
  3. Controle de matérias-primas e fornecedores
    • Origem rastreável
    • Fichas técnicas e laudos laboratoriais
  4. Documentação e registros
    • Manual de BPF
    • Registros de treinamentos, controle de pragas, análises microbiológicas
  5. Equipe e treinamentos
    • Funcionários capacitados
    • Treinamentos atualizados e recorrentes

Por que sua empresa deve se antecipar?

Auditorias podem acontecer de forma agendada ou até mesmo surpresa, especialmente em mercados mais exigentes como União Europeia, EUA e Japão. Estar preparado evita:

  • Perda de oportunidades comerciais
  • Recusa de cargas
  • Problemas de imagem e reputação

Além disso, quanto mais preparado você estiver, maiores são as chances de conquistar certificações internacionais que abrem portas para novos mercados e agregam valor ao produto.

Como se preparar para uma auditoria?

Veja algumas etapas importantes:

  • Faça um diagnóstico interno: identifique pontos fortes e pontos críticos.
  • Implante e mantenha atualizadas as boas práticas de fabricação.
  • Tenha um responsável técnico treinado e envolvido no processo.
  • Organize toda a documentação e registros de forma acessível.
  • Realize auditorias internas periódicas simulando a visita de um auditor externo.
  • Invista em treinamentos constantes para sua equipe.

Conte com a ExMais nesse processo

Na ExMais, oferecemos suporte completo para empresas que desejam se preparar para exportar com segurança. Com know-how no setor de alimentos e um time especializado em internacionalização, podemos ajudar desde o diagnóstico inicial até o acompanhamento da auditoria.

Quer se destacar no mercado internacional e garantir que sua empresa esteja pronta para auditorias?
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Morango do Amor: o doce brasileiro que está conquistando o mundo e o que isso tem a ver com a sua empresa?

Ele parece simples: morango fresco, brigadeiro branco e uma casquinha crocante de açúcar caramelizado vermelha. Mas o “Morango do Amor”, uma versão brasileira e reinventada da clássica Maçã do Amor, está virando febre não só no Brasil, mas em diversos países, com variações, sabores novos e milhares de vídeos virais nas redes sociais.

Mais do que um doce da moda, esse fenômeno é um excelente exemplo de como produtos com identidade brasileira podem ser levados para o exterior com sucesso. E é aí que entra a ExMais.

De invenção local a desejo global

O Morango do Amor nasceu aqui no Brasil, com uma releitura afetiva da tradicional Maçã do Amor das festas juninas. Mas o sabor, a estética atrativa e a criatividade brasileira deram vida a uma nova experiência gastronômica, mais prática, mais gourmet e cheia de possibilidades.

Rapidamente, surgiram versões com recheio de Nutella, pistache, leite Ninho, chocolate belga, morango duplo, cobertura marmorizada e por aí vai. O que era um doce de rua virou um item de desejo e começou a cruzar fronteiras.

Hoje, o Morango do Amor já está sendo replicado em confeitarias fora do Brasil, em feiras gastronômicas e até em vídeos de influenciadores internacionais. É o Brasil exportando não só um produto, mas cultura, criatividade e sabor.

🌍 O que isso tem a ver com a sua empresa?

Na ExMais, nós acreditamos que muitos produtos brasileiros têm potencial para conquistar o mundo. O Morango do Amor é um símbolo dessa capacidade e um sinal para que outros empreendedores percebam: a internacionalização não é só para multinacionais.

Veja o que essa tendência ensina:

✅ 1. Produtos culturais têm valor global

O que é comum para nós pode ser exótico e desejado lá fora. Produtos com raízes na cultura local, como doces típicos, vestuário, cosméticos naturais ou artesanato, têm enorme apelo no mercado internacional.

✅ 2. Visual importa (e muito)

A explosão do Morango do Amor se deve, em grande parte, à sua estética. É bonito, instagramável, e desperta curiosidade. Se o seu produto também tem esse fator “Uau”, ele já está um passo à frente.

✅ 3. Inovar no tradicional é uma vantagem

Você não precisa criar algo do zero. Pode inovar sobre algo que já existe, como foi feito com a Maçã do Amor, e gerar um novo mercado a partir disso.

✅ 4. O mundo está atento ao Brasil

Cada vez mais consumidores e lojistas internacionais procuram produtos autênticos, diferentes, com histórias para contar. E nós temos isso de sobra.

✈️ Pronto para dar o próximo passo?

Se você tem um produto com identidade brasileira, com valor cultural ou diferencial criativo, talvez ele esteja pronto para ir mais longe do que você imagina.

A ExMais é especializada em estratégias de internacionalização para empresas brasileiras, com foco em levar o que temos de melhor para o mundo, com planejamento, estrutura e segurança.

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Blockchain e Rastreabilidade na Exportação de Alimentos: O Futuro da Confiança Internacional

A exigência por transparência, qualidade e segurança alimentar nunca foi tão alta no mercado internacional. E, nesse cenário, a tecnologia blockchain vem ganhando protagonismo como uma ferramenta estratégica para empresas brasileiras que desejam se destacar no exterior.

Mas afinal, o que é o blockchain, como ele se aplica ao setor de alimentos e por que sua empresa deve começar a olhar para essa inovação agora?

O que é blockchain e como funciona na cadeia alimentar?

O blockchain é uma tecnologia de registro descentralizado, seguro e imutável. Cada transação ou etapa de um processo é registrada em blocos conectados entre si, daí o nome blockchain (cadeia de blocos).

Na prática, isso significa que desde o plantio, colheita, transporte, processamento até o produto final, todas as informações ficam registradas e disponíveis de forma transparente, acessível e inviolável.

Por que isso importa na exportação de alimentos?

Em mercados exigentes como União Europeia, Estados Unidos, Japão e Canadá, a rastreabilidade deixou de ser um diferencial para se tornar uma exigência. Consumidores e importadores querem saber:

  • De onde vem o alimento?
  • Quem produziu?
  • Como foi transportado?
  • Quais insumos foram utilizados?
  • Há comprovação de boas práticas ambientais e sociais?

Com o blockchain, todas essas respostas podem ser fornecidas com segurança e em tempo real.

Exemplos práticos no setor alimentício

  • Café e cacau rastreáveis: cooperativas e exportadoras já estão usando blockchain para registrar desde o pequeno produtor até a torrefação ou fábrica de chocolate.
  • Carnes e pescados: frigoríficos brasileiros que exportam para a Europa já utilizam plataformas com blockchain para comprovar origem, tipo de ração e boas práticas ambientais.
  • Orgânicos e sustentáveis: produtos com selos verdes e certificações ganham força com rastreabilidade total — agregando valor e justificando preços mais altos no exterior.

Como empresas brasileiras podem se preparar?

Ainda que pareça uma tecnologia distante, já existem soluções acessíveis e adaptadas ao porte e setor de cada empresa. Algumas dicas para começar:

  1. Mapeie sua cadeia de produção.
  2. Digitalize processos e colete dados com regularidade.
  3. Busque parceiros de tecnologia e certificação confiáveis.
  4. Use a rastreabilidade como parte do seu marketing internacional.

Empresas que adotam o blockchain saem na frente na hora de negociar com importadores exigentes — além de construírem reputação e confiança no longo prazo.

A ExMais pode te ajudar

Na ExMais, acompanhamos de perto as inovações que impulsionam a internacionalização e podemos te conectar com especialistas, soluções tecnológicas e estratégias para tornar seu produto mais competitivo e desejado lá fora.

Quer exportar com mais confiança, tecnologia e valor agregado?
Entre em contato com nossos consultores e descubra como levar sua marca ainda mais longe.

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Dia dos Namorados: produtos e experiências românticas do setor alimentício que encantam casais e o mundo

No Brasil, o Dia dos Namorados é celebrado em 12 de junho. Uma data recheada de emoção, carinho e, claro, sabores que tocam o coração. Mas além do romantismo, ela traz uma oportunidade valiosa para o setor alimentício: criar produtos e experiências capazes de encantar casais aqui e lá fora.

Hoje, queremos mostrar como alguns itens do universo gastronômico têm tudo para se tornarem símbolos de afeto e também de exportação seja pelo apelo sensorial, pela apresentação diferenciada ou pela capacidade de contar histórias através do paladar.

1. Chocolates artesanais com design afetivo

O chocolate é um clássico dos namorados, mas pode ir além quando envolve:

  • Sabores brasileiros autênticos, como cupuaçu, castanha-do-Pará, cachaça, doce de leite ou flor de sal.
  • Formas criativas e embalagens sofisticadas, que transformam o presente em experiência.
  • Storytelling regional, valorizando o produtor local, o processo artesanal ou ingredientes de origem sustentável.

Produtos assim não apenas conquistam o público brasileiro, como têm grande potencial para o mercado internacional especialmente em datas como Valentine’s Day, na Europa e nos EUA.

2. Cestas afetivas e tábuas de experiências

Combinar diferentes itens artesanais em um único presente é tendência crescente e exportável.

Imagine uma tábua romântica com queijos brasileiros, pães rústicos, frutas secas e geleias artesanais, ou uma cesta com produtos de produtores locais, café especial, mel, vinho ou kombucha.

Esse tipo de curadoria desperta o desejo por experiências e combina perfeitamente com o conceito de gifting experience em mercados exigentes como o europeu e o norte-americano.

3. Sobremesas com identidade e memória afetiva

Do brigadeiro gourmet ao pudim de leite com toque de baunilha do cerrado, o Brasil tem sobremesas que emocionam e que podem ser levadas para o mundo como símbolos da nossa cultura.

Embalagens temáticas, kits para “faça você mesmo em casa” ou versões veganas e saudáveis aumentam ainda mais o alcance desses produtos.

4. Cafés especiais: mais que bebida, um ritual a dois

O café especial é outro produto que une intimidade e sofisticação. Para casais, ele pode ser apresentado como:

  • Kits para preparo em casa (com prensa francesa, coador e moedor manual)
  • Edições limitadas com blends temáticos e aroma afrodisíaco
  • Embalagens personalizadas com frases, nomes ou datas

Esses kits são sucesso não só no Brasil, mas têm ótimo apelo em mercados como Japão, Coreia do Sul, Canadá e Alemanha — especialmente em datas comemorativas.

5. Produtos para experiências em casa

A pandemia deixou um legado: casais amam experiências gastronômicas dentro de casa. Aproveite isso com:

  • Kits de fondue (doce ou salgado)
  • Kits de harmonização (vinho + queijo, cerveja artesanal + embutidos, etc.)
  • Menus temáticos para dois (brasileiro, italiano, vegetariano, afrodisíaco…)

Esses formatos funcionam bem tanto para vendas locais quanto para exportação de conceito, embalagens e ingredientes.

Oportunidade para os negócios: não é só amor, é estratégia

Empresas que investem em datas como o Dia dos Namorados com criatividade e foco na experiência saem na frente. Ainda mais quando pensam também em como esses produtos poderiam ganhar o mundo com identidade, afeto e sabor brasileiro.

A demanda global por produtos com propósito, origem clara e apelo emocional está em alta. Se sua empresa ainda não explora essa frente, este 12 de junho pode ser o ponto de partida ideal.

O Dia dos Namorados é feito de gestos e sabores. No setor alimentício, é também uma chance de criar produtos que conectam, emocionam e se tornam lembranças inesquecíveis para casais brasileiros e para o mundo.

Tudo isso pode ser alinhado junto a sua estratégia na internacionalização de marca, junto ao seu cliente, sendo ele distribuidor, varejista ou suas lojas próprias nos outros países. Nós conseguimos te ajudar a alinhar os momentos especiais ao seu negócio.

Aproveite esta data para refletir: qual produto do seu portfólio poderia virar um presente? Qual experiência você pode criar que faça as pessoas se apaixonarem e recomendarem?

💛 Neste 12 de junho, transforme amor em oportunidade. E se precisar de inspiração, a ExMais está aqui para ajudar.

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Brasil Impulsiona Comércio Exterior e Atrai Investimentos: Oportunidades em Alta para 2025

O primeiro trimestre de 2025 trouxe boas notícias para quem acompanha o mercado internacional e busca oportunidades de expansão. O comércio exterior brasileiro segue firme, com crescimento na corrente de comércio, abertura de novos mercados e aumento no fluxo de investimentos estrangeiros.

Exportações: Indústria de Transformação Se Destaca

Mesmo com uma leve queda de 0,5% nas exportações totais (US$ 77,3 bilhões), a indústria de transformação teve um desempenho positivo, com alta de 5,6% no valor exportado. Isso demonstra a força do setor produtivo nacional em agregar valor e competir no mercado global. Já o agronegócio manteve estabilidade (+4,6%), enquanto a indústria extrativa foi impactada pela queda nas commodities (-16,7%).

Produtos em Alta

Destaques do período:

  • Café verde: crescimento expressivo de 69,8% no valor exportado, puxado pela valorização do produto.
  • Celulose: aumento de 24,4%, com crescimento tanto em volume quanto em preço.
  • Carnes, sucos e algodão também figuraram entre os produtos com excelente desempenho, especialmente aqueles apoiados pela ApexBrasil.

Novos Mercados: Expansão do Agro Brasileiro

Entre janeiro e março, o Brasil conquistou 45 novos mercados internacionais para produtos agropecuários, somando um total de 346 mercados abertos desde 2023. Essa conquista representa uma grande oportunidade para empresas que atuam no setor e desejam exportar com mais segurança e previsibilidade.

Japão em Foco: 130 Anos de Parceria e Muito Potencial

O ano de 2025 marca 130 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Japão. O país asiático não só é um dos principais destinos das exportações brasileiras (especialmente em commodities como minério de ferro, carne e café verde), como também figura como 10º maior investidor estrangeiro no Brasil.

Destaques:

  • US$ 36,1 bilhões em investimentos japoneses em 2023, maior valor desde 2014.
  • Oportunidades mapeadas pela ApexBrasil incluem setores como proteína animal, café especial, etanol, alumínio, moda e tecnologia.
  • A Expo 2025 Osaka será uma grande vitrine para empresas brasileiras mostrarem inovação, sustentabilidade e cultura.

Investimentos Diretos em Alta

Outro ponto de atenção para 2025: o Brasil continua sendo um dos destinos mais atrativos para o investimento estrangeiro direto. No primeiro bimestre do ano, o país recebeu US$ 15,8 bilhões em IED, um crescimento de 9,6%. Segundo dados da OCDE, o Brasil foi o 2º maior destino global de IED em 2024, atrás apenas dos Estados Unidos.

Oportunidade para Empresas que Querem Ir Além

Aqui na ExMais, acompanhamos de perto os dados e movimentos que indicam tendências globais e ajudam nossos parceiros a identificar caminhos de crescimento. O cenário mostra que há espaço e apoio para empresas brasileiras ganharem o mundo.

Se sua empresa deseja:

  • Exportar com segurança
  • Atrair investimentos internacionais
  • Ampliar presença em mercados estratégicos

Estamos prontos para te ajudar a construir essa jornada.

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EUA Eliminam Compostos Tóxicos de Alimentos até 2026

O Que Isso Significa para a Indústria e Exportadores?

Novas exigências da FDA acendem alerta para empresas que atuam no setor de alimentos e exportação.

A FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA) anunciou que, até o final de 2026, compostos tóxicos como os PFAS (substâncias perfluoroalquiladas) estarão completamente banidos de alimentos e embalagens alimentícias nos Estados Unidos. A medida representa uma reestruturação relevante nas exigências de segurança alimentar e impactará diretamente empresas que exportam para o mercado americano.

O que são PFAS e por que estão sendo proibidos?

Presentes em embalagens como caixas de pizza, sacos de pipoca de micro-ondas e embalagens para fast food, os PFAS são conhecidos como “químicos eternos” por sua baixa degradação. Diversos estudos associam essas substâncias a doenças como câncer, disfunções hormonais e danos hepáticos.

Com a nova regulamentação, a FDA exige que toda a cadeia produtiva — da fabricação à embalagem — esteja livre dessas substâncias.

Oportunidade ou obstáculo?

Para empresários da área de alimentos e exportadores brasileiros, essa mudança representa:

✅ Um alerta para revisar processos, fornecedores e materiais
✅ Uma oportunidade de se posicionar como marca de padrão internacional
✅ Um diferencial competitivo no mercado global

Já para quem atua com embalagens alimentícias ou matérias-primas, o movimento pode significar novas demandas por soluções eco-friendly e certificações internacionais.

E o Brasil?

Embora o Brasil ainda não tenha uma legislação tão rígida quanto a americana, empresas que se anteciparem às tendências e investirem em práticas mais seguras e sustentáveis terão vantagem nos mercados mais exigentes — especialmente em países como EUA, Canadá e União Europeia.

Conclusão

A decisão da FDA não é apenas uma mudança pontual na legislação dos EUA — ela é um indicativo claro de para onde o mundo está caminhando em termos de segurança alimentar e responsabilidade ambiental.

Empresas brasileiras que atuam (ou desejam atuar) no mercado internacional precisam ver essa mudança como um convite à inovação, à adaptação e à competitividade sustentável.

Mais do que se adequar a uma nova exigência, trata-se de se posicionar à frente, como referência em qualidade, segurança e compromisso com o consumidor global.

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A surpreendente explicação para a explosão do pistache no Brasil e o que isso revela sobre oportunidades de mercado

Até pouco tempo atrás, o pistache era um produto de nicho no Brasil, consumido principalmente por um público de alto poder aquisitivo e presente em poucas receitas ou prateleiras. Porém, nos últimos três anos, essa realidade mudou drasticamente. A demanda por pistache disparou, o consumo se popularizou e o fruto, que antes era apenas um item importado e caro, passou a integrar o portfólio de grandes marcas alimentícias nacionais e o radar de empresários atentos a movimentos globais de mercado.

Mas o que está por trás desse fenômeno? A resposta envolve uma combinação de comportamento do consumidor, marketing digital, logística internacional e oportunidades pouco exploradas na produção agrícola brasileira.

Um crescimento sustentado por dados

Segundo levantamento da ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), o consumo de produtos com pistache no Brasil cresceu mais de 40% entre 2022 e 2024. Já a importação da semente saltou cerca de 30% no mesmo período, com destaque para fornecedores dos Estados Unidos, Irã e Turquia.

Essa curva de crescimento é acompanhada pela diversificação do uso do pistache: antes presente majoritariamente em sorvetes gourmet e confeitaria fina, agora aparece em snacks, barras de cereal, panetones, chocolates populares e até em produtos veganos e proteicos. A alta demanda impulsionou uma reação em cadeia na indústria alimentícia.

O papel das redes sociais e o efeito “premium”

A popularização do pistache teve um forte catalisador: as redes sociais. A estética marcante do fruto e sua associação com sofisticação conquistaram espaço em vídeos de confeiteiros e influenciadores gastronômicos. Como resultado, o pistache passou a ser desejado por um público mais amplo, como um símbolo de sofisticação acessível.

Empresas brasileiras entenderam rapidamente esse comportamento e começaram a lançar linhas com apelo gourmet — inclusive marcas de snacks e chocolates de varejo, que antes não apostavam nesse tipo de ingrediente.

Uma janela para empreendedores e investidores

O sucesso do pistache no Brasil revela algo mais profundo: a existência de nichos importados com alto valor agregado e espaço para desenvolvimento local. Apesar de o pistache ainda ser majoritariamente importado, já existem iniciativas no Sul e Sudeste do país em testes para cultivo da espécie, com foco em diversificação agrícola e redução de dependência externa.

Para investidores do agronegócio e empreendedores da indústria alimentícia, isso representa:

  • Uma oportunidade de verticalização da produção: desde o plantio até o refino em produtos finais como manteigas, farinhas, cremes e pastas.
  • Valor agregado real: produtos com pistache são percebidos como premium, o que justifica margens mais altas.
  • Potencial de exportação inversa: com estrutura, o Brasil pode não apenas reduzir a importação, mas tornar-se um exportador de produtos derivados do pistache com identidade nacional (como doces, pastas e confeitaria tropicalizada).

O pistache como símbolo de transformação de mercado

O caso do pistache mostra como ingredientes específicos podem ser o ponto de entrada para grandes transformações de mercado. A combinação entre apelo visual, marketing digital eficaz e um consumidor mais exigente abre espaço para produtos antes impensáveis no cenário brasileiro.

Mais do que uma moda passageira, o pistache pode estar abrindo caminho para um novo tipo de consumo gourmet e saudável, ao mesmo tempo em que sinaliza oportunidades para quem busca inovação, diferenciação e vantagem competitiva em setores saturados.


Em resumo:

  • O consumo de pistache cresce no Brasil impulsionado por estética, redes sociais e desejo por produtos premium;
  • A indústria nacional reagiu rápido, criando produtos mais acessíveis com valor percebido elevado;
  • Há potencial de investimento em cultivo nacional, verticalização e desenvolvimento de derivados;
  • O movimento representa uma nova forma de enxergar produtos importados e suas adaptações no mercado brasileiro.

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Exportação de café registra queda em volume, mas alta em receita no mês de março de 2025

A exportação de café brasileiro apresentou um comportamento misto no mês de março de 2025, segundo dados divulgados por entidades do setor cafeeiro. Apesar da redução no volume embarcado para o exterior, a receita obtida com as exportações teve um aumento significativo, impulsionada principalmente pela valorização do preço internacional do grão e pela demanda por cafés de maior valor agregado.

Queda no volume exportado

Em março, o Brasil exportou aproximadamente 3 milhões de sacas de 60 kg de café, o que representa uma queda de 8% em comparação com o mesmo período do ano passado. Esse recuo está relacionado a diversos fatores, como a redução na oferta interna, dificuldades logísticas e o impacto do clima nas lavouras de algumas regiões produtoras.

Receita em alta

Apesar da retração no volume, a receita cambial das exportações aumentou cerca de 12%, atingindo US$ 780 milhões. O aumento se deve à valorização do café brasileiro no mercado internacional, especialmente de variedades especiais e do tipo arábica, que mantiveram alta procura em mercados como Estados Unidos, Alemanha e Japão.

Segundo analistas do setor, a valorização da moeda norte-americana frente ao real também contribuiu para o aumento da receita em dólar, tornando o produto brasileiro mais competitivo no exterior.

Tendência para os próximos meses

Especialistas projetam que os próximos meses seguirão com um cenário semelhante: exportações mais seletivas, priorizando cafés de melhor qualidade e maior valor agregado. A expectativa é que o segundo semestre traga uma leve recuperação no volume, à medida que a nova safra começar a ser colhida e os estoques forem recompostos.

O papel dos cafés especiais

Um dos destaques continua sendo o crescimento da participação dos cafés especiais, que vêm ganhando espaço nos principais mercados consumidores. Além de agregarem maior valor à cadeia produtiva, esses cafés posicionam o Brasil como referência mundial não apenas em volume, mas também em qualidade.

Conclusão

Embora o volume de exportações de café tenha diminuído em março de 2025, a receita obtida revela a força e a resiliência do setor. Com foco na qualidade e na diversificação dos mercados, o Brasil segue como protagonista no comércio mundial de café — agora, mais valorizado do que nunca.

Quer exportar o seu café? Fale com nós e iremos encontrar os compradores exatos para o seu negócio!

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Japão Exige Imagens Fiéis nas Embalagens: A Norma que Garante Transparência ao Consumidor

No Japão, a transparência e a honestidade na apresentação dos produtos são levadas muito a sério. Uma norma rigorosa exige que as marcas apresentem imagens fiéis dos produtos em suas embalagens, garantindo que os consumidores recebam exatamente aquilo que esperam ao comprar um item.

Essa regulamentação visa evitar práticas enganosas e proteger os consumidores contra propagandas exageradas ou fotos excessivamente editadas, que muitas vezes geram frustrações e decepções. Ao contrário de muitos países onde as embalagens costumam exibir versões idealizadas dos produtos, no Japão, a premissa é a fidelidade visual. Isso significa que um hambúrguer congelado, por exemplo, deve ter na embalagem uma imagem realista de como ele será depois de aquecido, e não uma versão perfeitamente montada para fins publicitários.

A norma se aplica a diversos setores, desde alimentos e bebidas até cosméticos e eletrônicos. As empresas que não seguem essa regra podem enfrentar sanções e perder credibilidade com os consumidores, que valorizam muito a transparência e a qualidade dos produtos.

Essa exigência reflete um aspecto cultural japonês: o respeito pelo consumidor. No Japão, a relação entre marcas e clientes é pautada pela confiança, e qualquer tentativa de enganar ou induzir o público ao erro pode comprometer a reputação da empresa.

Enquanto em muitos países os consumidores já se acostumaram a não confiar 100% nas imagens das embalagens, no Japão essa questão é tratada com seriedade. Isso reforça a importância da autenticidade na comunicação visual e serve de exemplo para outras nações que desejam fortalecer a confiança entre marcas e consumidores.

E você, já se sentiu enganado por uma embalagem que prometia mais do que entregava? Deixe seu comentário e compartilhe sua experiência!

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